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Sistema de irrigação custeado pelo Governo de MT garante produção de café em Colniza

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Uma das mais promissoras atividades da agricultura familiar de Mato Grosso, a cafeicultura tem recebido apoio do Governo de Mato Grosso para garantir o rendimento e a lucratividade aos produtores independentemente das condições climáticas.

Os mais de 500 kits de irrigação entregues pela Secretaria de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf) para os agricultores familiares mantêm o desenvolvimento das plantações durante todo o ano.

Na propriedade de Edemilton dos Santos, um dos beneficiários dos kits de irrigação fornecidos pelo Governo, o sistema o ajudou a garantir a sobrevivência e a produtividade de sua plantação de seis  mil pés de café.

“Dependemos da água para manter a planta vida e dar uma boa produção, dependemos do kit de irrigação. Ajudou demais da conta, porque para nós era uma grande dificuldade e o kit ajudou muito”, afirmou.

A importância do sistema de irrigação em Colniza é destacada pelo fato de que 80% do café plantado no município é do tipo clonal, que depende de uma quantidade significativa de água para sobreviver. Sem esse sistema, a produção poderia ter uma redução de 50%.

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A produção de café em Colniza já ultrapassa 100 mil sacas anuais, consolidando o município como o maior produtor de café de Mato Grosso e como responsável por mais de 50% de todo o café colhido no Estado.

“Temos mais de dois mil produtores de café e todo o apoio que temos recebido do Governo é muito importante. Essa parceria garantiu a entrega de kits de irrigação e* produzidas* 900 mil mudas aqui no município nessa parceria com o Governo do Estado. Temos uma grande vantagem com os produtores que já conhecem a cultura do café, o que faz de Colniza um município pujante na produção do grão”, destacou o secretário de Agricultura Familiar do município, Valmiro Alves.

O município possui 40 milhões de pés de café. “Colniza é o celeiro da agricultura familiar porque temos um povo que quer plantar e a prefeitura e o Governo têm dado esse suporte”, afirmou o prefeito Milton Amorim.

Em Colniza, o café é beneficiado e embalado para a venda, o que também facilita para os produtores.

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Assista a reportagem do jornalista Israel Prates

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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