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Sistema de rastreabilidade dos produtos florestais de MT é apresentado em evento da indústria madeireira

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) apresentou na Feira Carrefour International du Bois, em Nantes, na França, o andamento da rastreabilidade da madeira explorada em Mato Grosso, que possui origem legal e valorizada no mercado nacional e internacional. O Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora 2.0), foi implantado pelo Governo do Estado em 2023.

A Feira Carrefour, um dos eventos mais importantes da indústria madeireira no mundo. foi realizada entre os dias 28 e 30.

No Sisflora atualmente são 3.760 empreendimentos ativos no sistema, dentre eles, empreendimentos de exploração florestal, indústrias madeireiras, picador móvel e empreendimentos que utilizam a madeira como fonte de energia.

A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, explicou que a Europa tem ampliado as exigências para importar produtos de origem florestal, e o assunto foi abordado durante uma entrevista ao Journal Bati, de um canal francês, e com os participantes brasileiros e estrangeiros que passaram pelo evento.

“O Sisflora 2.0 está em operação há um ano e promove uma resposta sobre a rastreabilidade dos produtos florestais trazendo essa noção perante a legalidade na exportação junto aos sistemas estadual e federal desde a sua origem”, explicou

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Mauren frisou ainda o potencial de Mato Grosso em produzir madeira nativa por meio de manejo florestal sustentável. “Atualmente, estamos com pouco mais de 5 milhões de hectares de manejo e nossa meta é chegar a 6 milhões de hectares até 2030. Com um potencial de reduzir em 16% as emissões estaduais, o manejo florestal está entre as 12 ações prioritárias do Programa MT Carbono Neutro 2035” completa ela.

Participaram do evento o vice-governador Otaviano Pivetta, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a deputada estadual Janaína Riva, o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), Ednei Blasius, o presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), Frank Rogieri, o presidente do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Sílvio Rangel.

Aproximadamente 670 expositores de diferentes países apresentam produtos e soluções para os setores da construção, moveleiro e outros grupos de interesse no tema. A feira bienal atrai profissionais de diversos segmentos relacionados à madeira, incluindo indústrias de processamento de madeira, fabricantes de máquinas e ferramentas, design de interiores, decoração, móveis e iluminação. O evento é uma plataforma essencial para descobrir inovações, estabelecer parcerias comerciais e acompanhar as tendências do mercado.

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Sobre o Sisflora 2.0

O controle da comercialização de produtos florestais no Mato Grosso é feito com a utilização do Sisflora 2.0, implantado em 19 de maio de 2023. O sistema funciona de forma integrada com o sistema federal, DOF+ Rastreabilidade, e permite o conhecimento da cadeia de custódia dos produtos florestais, desde a origem, nos Plano de Manejo Florestal Sustentável devidamente autorizados pela Sema, até o consumidor final.
Sema-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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