MATO GROSSO
Superlua será visível hoje em MT; saiba o melhor horário
MATO GROSSO
A primeira superlua de 2023 será visível em Mato Grosso a partir da noite desta terça-feira (1). A segunda e última do ano poderá ser vista no dia 30 deste mês.
A astrônoma Telma Cenira Couto da Silva explica que o fenômeno ocorre na fase cheia da lua quando ela está próxima ao perigeu – ponto mais próximo entre a Lua e a Terra.
Segundo a profissional é difícil que o início da fase cheia da Lua e o perigeu tenham início ao mesmo tempo.
Em Mato Grosso a Lua entrará na fase cheia às 14h32 de terça e passará pelo perigeu à 1h52, na madrugada de quarta-feira (2).
“O melhor momento para observar a Lua será no entardecer do dia 1°, quando ela estiver se levantando no céu. […] Mas quando ela estiver se pondo, no amanhecer do dia 2, ela também brilhará majestosa no céu”, afirmou.
“Devido a uma ilusão de óptica, a Lua parece maior quando está próxima ao horizonte. É melhor observá-la quando ela estiver se levantando no céu, ou, quando ela estiver se pondo, em seu ocaso”.
Segundo a especialista, para que o fenômeno aconteça é preciso que a Terra e a Lua estejam em uma distância menor que 360 mil quilômetros. “De acordo com essa definição, as duas luas cheias de agosto serão as únicas superluas do ano”, afirmou.
A que acontece nesta terça-feira estará a uma distância de 357.530 quilômetros. Já a do dia 30 de agosto, a 357.344 quilômetros.
Mais distante
Tem ainda, segundo Telma, quem considere como superlua quando o satélite está próximo da distância de 360 mil quilômetros.
Nesse cenário 2023 teria, ao todo, quatro superluas. Uma foi registrada no dia 3 de julho, a uma distância de 361.934 quilômetros da Terra. A outra está prevista par ao dia 29 de setembro, a uma distância de 361.552 quilômetros.
“A Lua Cheia de 29 de setembro também estará muito bela e não custa admirá-la nessa data”, afirmou.
A especialista explica que apesar de produzir marés mais altas, elas não passam de 5 centímetros a mais do que nas luas cheias convencionais.
“Também já foi verificado cientificamente que ela não é responsável por terremotos e erupção de vulcões”.
“Além da beleza da visão, uma Super-Lua não tem uma importância maior para a astronomia”.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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