Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Tangará da Serra volta a sofrer com crise hídrica e diretor da Samae classifica situação como gravíssima: “Não tem água para tratar”

Publicados

MATO GROSSO

Um áudio que circula nas redes sociais, atribuído ao diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Tangará da Serra (244 quilômetros de Cuiabá), Heliton Oliveira, demonstra que a situação do abastecimento de água na cidade do interior mato-grossense é gravíssima.
 
“A situação está gravíssima. Como você acha que a gente vai abastecer a cidade com 120 mil habitantes com esse tanto de água? Não tem água para tratar”, afirma o diretor no áudio. Tangará da Serra enfrenta uma nova crise hídrica e a estiagem mais severa do que em anos anteriores.

A Samae tem feito cronogramas de abastecimento, dividindo o envio de água para poucos bairros em dias diferentes da semana. Cinco carretas bitrens começaram a puxar água do Rio Sepotuba para a ETA Queima-pé na manhã de domingo (21).
 
A captação da água bruta é feita na Estância Amazonas, transportada até a Estação do Queima-pé, onde é tratada e distribuída à população. Outros caminhões passarão a fazer o transporte de água do Sepotuba ao longo das próximas semanas. A medida, conforme a Samae, é paliativa e visa minimizar os impactos da crise hídrica em Tangará da Serra.
 
Mesmo com o cronograma de abastecimento, bairros em que a água deveria chegar em certos dias da semana acabam sendo não atendidos. “Rua 100, Altos Tarumã, a torneira está aberta desde quinta-feira. Fui trabalhar e deixei ligado, até agora nada, amanhã solta novo cronograma”, disse um internauta.
 
“Tudo mentira, aqui na 50, no Tarumã, não sai nem vento”, disse outro. Os comentários de moradores revoltados estão lotando as publicações da Samae em seu página do Facebook.
 
Ainda no áudio que circula nas redes sociais, o diretor da Samae pede cautela com o uso. “A situação é gravíssima. Não pode contar com água duas vezes por semana, de repente ou um abastecimento. Tem que fazer economia. Agora é hora de racionar ou de fazer o mínimo possível que puder com água”.
“Minha orientação é que providencie um reservatório para armazenar a água que chegar pela tubulação hoje. Se for depois do almoço, muito bem, guarda depois o almoço”, completou o diretor.
 
Em junho, o prefeito  Vander Masson declarou  situação de emergência em Tangará da Serra, que está passando por severa seca em todo o seu território, registrada como a maior dos últimos anos, caracterizando escassez hídrica.
 
Entre junho de 2020 e maio de 2021 choveu apenas 55% do mesmo período entre 2019 e 2020. “Desta forma, a previsão é de uma crise muito pior com vazões dos mananciais muito baixa, que neste momento já é perceptível a olho nu tal redução de vazão”, dizia trecho do decreto daquele ano.
FONTE/ REPOST: Wesley Santiago – Olhar Direto e Bem Notícias 
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Vídeo: Fiscalização de Natal flagra motoqueiros em manobras ilegais na Miguel Sutil
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  Sema mantém negativa de licença ambiental para construção de PCHs no Rio Cuiabá

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  Seciteci lança inscrições para cursos gratuitos com auxílio estudantil

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA