MATO GROSSO
Taxa de desemprego em Mato Grosso é a segunda menor do país, aponta IBGE
MATO GROSSO
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam redução de 0,4% na taxa de desocupação
Mato Grosso apresentou queda na taxa de desemprego no 2º trimestre de 2024, nos meses de abril, maio e junho, atingindo 3,3%, a segunda menor taxa do país. Nos primeiros meses do ano, o Estado registrou 3,7% na taxa de desocupação.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ranking do desemprego, o Estado fica atrás apenas de Santa Catarina, com 3,2% de desocupação – uma diferença mínima de 0,1%.
Conforme o levantamento, atualmente, 67,7% dos mato-grossenses estão ocupados, sendo 222 mil pelo setor público, 805 mil pela iniciativa privada com carteira assinada e 645 mil de forma informal.
Ainda segundo a pesquisa, 847 mil pessoas estão fora da força de trabalho, o que significa que não estão desempregados, e sim que não fazem parte do mercado de trabalho.
De acordo com o IBGE, Mato Grosso reduziu a taxa de desocupação em 50% de 2020 a 2022, passando de 8,6% para 4,4%. Em 2023, o Estado figurou na lista entre as três menores taxas do país e chegou a liderar o pódio no 3º trimestre. Já em 2024, o Estado iniciou o ano como o líder de empregabilidade no 1º trimestre, e segue estável com a segunda menor desocupação do Brasil.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, César Miranda, destaca que os dados mostram um cenário estável em Mato Grosso, e explica que isso se dá em razão dos investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso para o desenvolvimento do Estado.
“O governador Mauro Mendes pegou um Estado quebrado e o recuperou. Depois dessa recuperação, veio a estruturação da Saúde, Segurança, Educação e Infraestrutura, o que tornou Mato Grosso um lugar seguro para se investir. Criamos uma política de incentivos fiscais com adesão rápida e desburocratizada, promovendo estímulo à indústria, comércio e produtores rurais. Essa e uma séria de outras ações possibilitaram o estímulo e crescimento do mercado de trabalho de Mato Grosso. Seguimos comprometidos em continuar implementando iniciativas que promovam o crescimento econômico”, afirma.
O secretário ainda ressalta que o Governo do Estado tem fomentado o mercado de emprego com programas de capacitações para mão de obra qualificada e que os incentivos fiscais têm refletido no crescimento das oportunidades de trabalho. Estão em vigor em Mato Grosso: o Programas de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), o Programa de Incentivo de Algodão do Mato Grosso (Proalmat) e o Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder).
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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