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TCE-MT inicia auditoria interna sobre Sistemas de Gestão de Qualidade e de Energia

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A auditoria interna sobre o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e sobre o Sistema de Gestão de Energia (SGE) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) teve início nesta segunda-feira (31). A avaliação anual trata do cumprimento dos requisitos estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a manutenção dos certificados NBR ISO 9001:2015 e ABNT NBR ISO 50001.

Ao longo de toda a semana, secretários, gerentes de processos e chefes de núcleos tratarão, por exemplo, da atualização da política dos sistemas, prevista em manual lançado recentemente pela Secretaria de Planejamento e Integração (Seplan). A mobilização garante os ajustes necessários antes de auditoria externa realizada pela ABNT, prevista para novembro.

É o que explica o subsecretário da Secretaria de Planejamento e Integração (Seplan), Guilherme Almeida, “Estamos verificando com as equipes se o que temos acompanhado nas reuniões está sendo executado realmente. Os participantes saem da reunião mais seguros e munidos com informações importantes acerca da auditoria.”

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O trabalho faz parte da visão estratégica da gestão do presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli. “Já há algum tempo temos nos saído bem nestas classificações e chamado a atenção de outras instituições. A ideia é continuarmos assim, e, para isso, o trabalho depende do envolvimento de todos os atores”, reforça Guilherme.

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De acordo com o consultor dos sistemas de gestão do tribunal de contas, a partir de agora os sete processos certificados pelo SGQ e o processo certificado pelo SGE serão verificados, considerando seus objetivos, metas e indicadores. Em seguida serão avaliadas as competências, documentação e equipamentos de monitoramento para que a equipe da auditoria interna analise o desempenho dos setores.

“Esse sistema tem que ser parte do dia a dia e essa foi a linha que traçamos desde o começo, não podemos deixá-lo como um apêndice do que fazemos. Esse dia a dia nasce da estratégia organizacional, que busca a satisfação do nosso cliente, que, no nosso caso, são os jurisdicionados e as pessoas que precisam de nós nesse processo todo. Por isso esse trabalho tem que acontecer naturalmente”, concluiu Nelson.

 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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