MATO GROSSO
TCE-MT reforça parceria com TJMT durante posse de novos desembargadores
MATO GROSSO
Reforçando a parceria entre as instituições, o conselheiro-presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, esteve presente na tarde desta quarta-feira (21), na posse dos oito novos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Na ocasião, a presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, enfatizou a importância do bom relacionamento entre os tribunais, que mesmo de forma independente, fortalece o trabalho junto à sociedade. A solenidade, que foi realizada no Cenarium Rural, contou com a participação de diversas autoridades, entre elas o conselheiro do TCE-MT Waldir Teis, o procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar.
O incremento do segundo grau do TJMT foi classificado pelo conselheiro-presidente como um importante avanço na agilidade e qualidade dos trâmites judiciais. “É ganho para Mato Grosso, é ganho para a sociedade que sempre busca justiça célere e isso acrescenta ainda mais aos quadros do Tribunal de Justiça. Membros que têm histórico de serviços prestados dentro do próprio Tribunal de Justiça em benefício da sociedade. A gente observa que são nomes importantíssimos, preparados e capacitados que fazem parte agora deste Tribunal”.
Sérgio Ricardo reforçou que o aumento no quadro de desembargadores é uma conquista que deve ser comemorada, uma vez que é pleiteado há muitos anos pelos presidentes do TJMT. “O desembargador Carlos Alberto, quando foi presidente, conquistou esse acréscimo no número de desembargadores e agora isso está sendo concretizado na gestão de uma mulher, a presidente Clarice, que tem demonstrado um trabalho maravilhoso, pulso firme e um ganho grandioso para o Tribunal”.
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| Conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo. |
Recentemente o TCE-MT e o TJMT estiveram em Rondonópolis, sede da primeira edição do programa Tribunais em Ação, que contou com a presença de 1,5 mil pessoas. Segundo o conselheiro-presidente, a iniciativa deve continuar. “É o entrosamento de duas fortes instituições em benefício da sociedade. O Tribunal de Contas vai continuar com esse trabalho junto com o Tribunal de Justiça, para chegar a todos os rincões de Mato Grosso, todos os municípios”.
Na ocasião, a presidente do TJMT ressaltou que o momento era de renovação de ânimos, já que os novos magistrados do segundo grau representam um aumento da força de trabalho. “Gente nova, cabeças novas, ideias novas, tudo isso vem a acrescentar no nosso desejo de que a eficiência seja sempre o nosso foco maior, em todos os esforços e investimentos, para que o Tribunal de Justiça possa prestar serviços de excelência em todos os nossos fóruns e todas as nossas comarcas”.
Ela também destacou a importância da parceria com outras instituições, a exemplo do TCE-MT. “A presença maciça de todos os parceiros denota que estamos conseguindo construir relacionamentos fortes, que preservam a independência, mas fortalecem as nossas ações. Isso facilita o trânsito e principalmente nos dá um tratamento de irmandade entre os poderes e instituições”.
Desafios e inovação
Um dos representantes do 5º constitucional, o desembargador Marcos Regenald Fernandes atuava até a nomeação ao desembargo como secretário-geral do Ministério Público e era titular da 9ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa. Com mais de duas décadas de atuação, ele se disse preparado para encarar o novo desafio. “O promotor de Justiça é o primeiro juiz da causa, porque se ele não fizer um julgamento ali, a causa não vai para o Judiciário, isso em relação às leis criminais que têm interesse coletivo e acredito que não será tão diferente essa espécie de julgamento que nós fazíamos lá e faremos aqui. Ou seja, sempre dentro da legislação, dentro das linhas da Constituição, sempre amparados pela lei, pelos bons costumes e bom senso”.
Dentre os empossados, o desembargador Luiz Octavio Oliveira Saboia Ribeiro diz reconhecer o aumento da responsabilidade, mas paralelo a isso afirmou ter esperança de que a ampliação do quadro do TJMT trará muitos benefícios à sociedade de Mato Grosso. “Temos desafios que hoje a sociedade moderna coloca ao Poder Judiciário e a gama de magistrados que agora alcançou o desembargo pode trazer para o Tribunal pensamentos novos, a questão da inovação e da modernização alguns entendimentos e práticas. Mas, principalmente, a gente olhar o cidadão sempre como peça central de tudo aquilo que foi decidido dentro do Poder Judiciário”.
Além dos desembargadores mencionados, também foram empossados durante a cerimônia Hélio Nishiyama (5º constitucional), Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, José Luiz Leite Lindote, Lídio Modesto da Silva Filho, Rodrigo Roberto Curvo e Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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