MATO GROSSO
“Todos desempenharam suas funções com compromisso, ética e amor pela profissão”, afirma filha de paciente sobre atendimento
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“Todos os profissionais desempenharam suas funções com compromisso, ética e, acima de tudo, amor pela profissão”, afirma Debora Malagutti, 46 anos, filha da paciente Lourdes Fátima Malagutti, 64 anos, que chegou em estado crítico ao Hospital Regional de Sinop, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).
Após uma avaliação inicial, sua mãe foi diagnosticada com insuficiência renal, doença pulmonar obstrutiva crônica e um quadro grave de desidratação. “Fomos prontamente atendidos por uma equipe médica extremamente atenciosa. Agradeço pelo atendimento de excelência que recebemos durante todo o processo”, complementa Debora.
Ela destaca ainda as instalações do hospital. “Camas modernas e confortáveis, alimentação balanceada e uma limpeza exemplar, mas o que mais me tocou mesmo foi a dedicação da equipe multidisciplinar de nefrologistas, cardiologistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem”, ressalta, depois de acompanhar nove dias de internação da mãe.
Uma recente pesquisa de satisfação revelou que 97% dos pacientes e acompanhantes recomendam o Hospital Regional de Sinop. O resultado positivo se mantém em comparação com o ano anterior, quando foi registrado 99% do índice de aprovação e recomendação.
A pesquisa mais recente contou com a participação de 145 pessoas e leva em conta a modernização da infraestrutura, a qualidade dos serviços prestados e a organização do atendimento como principais fatores de aprovação. Vale ressaltar que o hospital atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Realizada entre junho e agosto, a pesquisa utilizou questionários com múltiplas escolhas e espaço para comentários, permitindo uma avaliação detalhada da experiência dos usuários. Os questionários foram aplicados de forma aleatória em diversos setores, incluindo clínica, ambulatório, urgência e emergência e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, destaca o empenho da atual gestão em tornar os serviços cada vez mais eficientes para a população. “A SES trabalha para modernizar as estruturas físicas de todos os hospitais existentes, além de também ampliar a rede com a construção de seis novos hospitais no estado. O objetivo destas ações é garantir a eficiência dos serviços prestados. Essa pesquisa de satisfação feita pelo Hospital Regional de Sinop demonstra o padrão de qualidade que queremos ofertar”, acrescentou.
Já o diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Carlos Alencar, enfatiza a importância do reconhecimento dos usuários. “Esse retorno nos ajuda a aperfeiçoar os serviços prestados, além de incentivar nossa equipe a continuar trabalhando com dedicação e impactando positivamente a vida dos nossos pacientes e familiares. Desde 2019, estamos modernizando nossa unidade, que já avançou em mais de 95% da estrutura”, afirmou.

Referência na Região Norte
No primeiro semestre de 2024, o hospital realizou 2.607 procedimentos cirúrgicos, o que representa uma média de 434 procedimentos mensais. A unidade conta com quatro salas cirúrgicas e 50 leitos cirúrgicos, abrangendo diversas especialidades como ortopedia, cirurgia geral, neurocirurgia e oftalmologia. Neste mesmo período, foram ofertadas 8.056 consultas especializadas e 3.526 atendimentos via porta de urgência e emergência.
Uma das grandes conquistas deste ano foi a estruturação do serviço de oftalmologia, que agora conta com infraestrutura para avaliações, consultas e procedimentos cirúrgicos. O hospital também se destacou na captação de órgãos, sendo referência em todo o Estado com três das seis captações realizadas no primeiro semestre de 2024 em Mato Grosso.
O secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, enfatiza a importância do trabalho realizado pelo hospital. “O Hospital Regional de Sinop é um exemplo de como a gestão pública pode oferecer atendimento público em saúde de qualidade. Estamos comprometidos em continuar investindo na infraestrutura e capacitação profissional, para garantir que nossos pacientes recebam o melhor cuidado”, finalizou.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.