MATO GROSSO
Trecho da avenida do CPA é bloqueado para corrida de Reis e agentes da Semob reforçam ações para garantir fluidez no trânsito
MATO GROSSO
Para garantir a segurança no trânsito dos participantes que irão tomar as ruas de Cuiabá durante a 39ª Corrida de Reis, a ser realizada na manhã deste domingo, dia 14, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) informa quanto à interdição de vias e reforça que o monitoramento pelas equipes é realizando no intento de garantir a fluidez no trânsito. A Praça das Bandeiras e seus arredores começaram a ser preparados para o evento desde ontem, quarta-feira (10), e permanecerão com o trânsito interrompido até o dia da prova. O painel móvel da Semob está no local e orienta aos condutores quanto ao desvio disponível.
Nesta sexta-feira (12), a Avenida do CPA, no sentido centro, também passará por essas interdições até às 22h deste domingo.
A Avenida Dr. Paraná e a Ponte Sérgio Motta, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, serão interditadas a partir desta sexta-feira (12), às 22h. O trânsito voltará ao normal ao término da corrida no domingo, às 12h.
O diretor de trânsito da Semob, Michel Diniz, explica que toda e qualquer interdição traz reflexos e alterações no fluxo, mas para manter a segurança e a ordem, os agentes de trânsito estão realizando uma força-tarefa para monitorar e operar o tráfego, principalmente nos horários de pico, ao longo destes dias que antecedem a prova e, especialmente, no dia da realização de uma das corridas de rua mais famosas do Brasil. 150 agentes de trânsitos estão convocados para trabalhar no domingo.
Av. do CPA, Praça das bandeiras sentido Centro: das 22h do dia 10/01/2024 (quarta-feira) até às 22h do dia 14/01/2024 (domingo).
Av. do CPA, Praça das bandeiras descida lateral: das 22h do dia 12/01/2024 (sexta-feira) até às 22h do dia 14/01/2024 (domingo).
Av. do CPA, Praça das bandeiras, sentido bairro: das 22h do dia 12/01/2024 (sexta-feira) até às 22h do dia 14/01/2024 (domingo).
Av. do CPA, desde Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), até Junta Comercial: das 22h do dia 12/01/2024 (sexta-feira) até às 22h do dia 14/01/2024 (domingo).
Também na sexta-feira, para iniciar os trabalhos de montagem da largada da corrida, às 22 horas será interditada a Ponte Sérgio Motta que liga Cuiabá à Várzea Grande e está localizada na Avenida Doutor Paraná.
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.