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“Treinamento de cães e guias para operações de busca aumenta eficiência do Corpo de Bombeiros”, afirma capitão

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Realizar treinamentos de cães farejadores e guias é fundamental para que o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) possa prestar o melhor atendimento possível para a população mato-grossense. Essa é a avaliação do capitão Saboia, comandante adjunto do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Várzea Grande (2ºBMM) e membro do Núcleo de Operações de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (Nobresc).

“Todos os nossos cães e seus guias precisam treinar em lugares como de desabamentos e deslizamentos, para que se habituem a situações similares. Com esse treinamento, a população mato-grossense é prestigiada com um atendimento de qualidade. Quanto mais cães e guias treinados, maior é nossa eficiência”, avalia o capitão.

Capitão Saboia – Marcos Vergueiro/Secom-MT

Nesta sexta-feira (6), o CBMMT reuniu oito bombeiros militares e as cadelas Sheron, Athena e Bela para o Simulado de Busca, Resgate e Salvamento com cães do Nobresc, em uma área anexa ao Hospital Santa Rosa. Além dos militares, o médico veterinário César Pareja também esteve presente para caso os animais necessitassem de atendimento.

A simulação foi realizada com uma vítima viva e com um boneco que simbolizava uma vítima em óbito, ambas sob escombros de uma demolição. O trio de cães realizou as buscas do tipo venteio, quando o animal fica livre, sem estar preso a uma coleira, para realizar as buscas por toda a área onde há eventuais vítimas.

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Capitão Saboia faz a orientação dos bombeiros para o simulado – Marcos Vergueiro/Secom-MT

“Em situações de desabamento, as vítimas precisam manter a calma. Sabemos que em situações como essa são difíceis, mas é necessário o treinamento. Indicamos também que sinalize com algum som, batendo em algum objeto metálico, por exemplo, o mais forte possível, e de maneira constante”, explica o capitão.

“Ter o animal conosco durante estas operações faz muita diferença. Neste caso de hoje, por exemplo, temos muito entulho, o que dificulta o nosso acesso às possíveis vítimas. Os cães descartam áreas para nós e indicam onde estão as pessoas”, explica o 2º sargento Lins, também do 2ºBMM.

Cadela Athena foi a primeira a entrar em ação – Marcos Vergueiro/Secom-MT

Do trio, Athena foi a primeira a buscar e, cerca de cinco minutos depois, encontrou a primeira vítima em óbito, simulada com um manequim soterrado no entulho. Logo em seguida, Bela também entrou em ação e fez a confirmação de que havia uma vítima em óbito no exato local. O uso de mais de um animal na localização de uma mesma pessoa é prática comum.

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Após encontrarem a segunda vítima em óbito, Athena e Bela realizaram, também, a buscar por uma pessoa com vida e a encontram depois de alguns minutos. Sheron também participou desta busca e encontrou a vítima com muito mais agilidade e rapidez.

Sheron realizando a busca da vítima com vida – Marcos Vergueiro/Secom-MT

A eficiência da cadela é resultado de 10 anos dedicados inteiramente às buscas de vítimas com ou sem vida, seja em regiões de mata, desmoronamentos ou soterramentos. Sheron foi levada para o Batalhão ainda filhote e, após mais de um ano em treinamento, passou a atuar nas buscas. São mais de 200 ocorrências bem sucedidas e o animal, inclusive, participou das buscas nas tragédias de Brumadinho (MG) e Petrópolis (RJ).

Em dezembro de 2022, ela foi aposentada devido a idade, mas o animal ainda fica de prontidão para caso seja necessário dar apoio em ocorrências futuras. 

Fonte: GOV MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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