MATO GROSSO
União elimina o Operário no Luthero Lopes se garante na final do Estadual contra o Cuiabá ou Luverdense
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FO União superou o Operário por 1 a 0, em jogo da tarde deste sábado, no Luthero Lopes, e será o finalista do Campeonato Mato-grossense. Resta conhecer que será o adversário, se o Cuiabá ou Luverdense, que jogam no dia 1º de abril. No jogo de eliminação do Operário, o único gol foi marcado por Wallace, aos dois minutos da primeira etapa.
COMO É QUE FOI ?
Cautelosos, os dois times iniciaram a partida com toques de lado sem se arriscar muito em avançar. Só aos 12 minutos, começaram as ofensivas em busca do gol. O União arriscou primeiro e bola foi para fora, para escanteio. Mas foi mal batido pelo União e o goleiro Agenor segurou forme. Um minutos depois, o atacante Kauê entra na área e chuta cruzado, mas a bola sai,depois de viajar por toda a área.
O União parecia mais afoito, mas erra muitos passes, situação inversa do Tricolor, que cadencia o jogo, atrasando a bola e retomando com passes longos. Mas em contra-ataque, o União quase faz. O lateral Franco avança e cruza. A bola faz uma curva e quase entra, não fosse a elasticidade de Agenor, que espalma para escanteio. O mesmo Rafael Franco cobra, mas a zaga operariana afasta.
Quem joga em casa, faz o dever de casa. Assim, o Colorado partiu para o ataque após os 30 minutos. O Operário se segurou em três investidas de Ruan Bahia, Serginho e Wallace. O União continuou a pressionar, mas a etapa terminou no zero.
SEGUNDA ETAPA
Na volta dos vestiários, o União voltou mais disposto e decidido a fazer o resultado. E não demorou: Leo cobra escanteio da direita e Wallace e põe no fundo das redes, aos dois minutos, abrindo o marcador. O gol colorado faz o técnico operariano trocar o volante Mateus Barbosa pelo atacante Thiago Luis. trocou o zagueiro Alef pelo volante Claudeci e fez sair o atacante Kauê, cansado, e entrou Gersinho na frente.
O Operário cresceu em pose de bola, mas sem criatividade. Aos 25 minutos, um susto para o Operário: o meia-atacante Dudu recebe pelo meio e bateu de primeira, mas a bola passou rente à trave.
No desespero, o Tricolor avança e deixa a retaguarda aberta, agora com a defesa mais fraca. O União parte para os contragolpes. Num deles, Davidson perdeu a chances de ampliar, sozinho com o goleiro Agenor, aos 33 minutos.
No tudo ou nada, o Operário reforça o ataque, saindo o meia , entrando o atacante Vagner, já aos 39 minutos para o fim. Até os acréscimo, na casados 50minutos, o Operário tentou de todo jeito, mas os donos da casa conseguiram se segurar. Fim de jogo e União finalista – aliás, vai para a terceira final.
ESTADAO MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.