MATO GROSSO
VALE ESTE | Jogos do Mixto contarão com ingresso solidário para o ‘Mesa Brasil’, neste sábado (12)
MATO GROSSO
O ‘Sesc Mesa Brasil’ inicia, neste sábado (12), a arrecadação de alimentos nos jogos disputados pelo Mixto Esporte Clube, por meio de ingresso solidário. As equipes das categorias Sub-17 e Sub-15 estreiam no Campeonato Mato-grossense a partir das 15h, no Estádio Eurico Gaspar Dutra (Dutrinha), perante a doação de 1 kg de alimento não perecível pelos torcedores para o projeto do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT).
A parceria firmada entre o Sistema Fecomércio-MT, por meio do Sesc-MT, e o Mixto Esporte Clube permite que a equipe feminina e o time de base do clube utilizem o campo do Sesc Dr. Meirelles como espaço de treinamento. Em contrapartida, haverá a arrecadação de 1kg de alimento não perecível por pessoa, destinado ao projeto em eventos oficiais do time onde não houver cobrança de entrada.
“Conquistamos um importante parceiro no combate à fome, por meio do projeto social do Sesc-MT e, para o Mixto, o resultado será o desenvolvimento dos atletas durante os treinos. Já para a população em situação de vulnerabilidade, a parceria significa a ampliação da oferta de alimentos de qualidade para as famílias mais carentes”, esclarece o presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior.
Nas partidas deste sábado (12), o Mixto enfrenta o Operário FC. O “Mais Querido” está no Grupo B com o Cuiabá, Operário FC, Mato Grosso e Operário VG. O clube não vai cobrar ingressos nessas competições, apenas a doação de alimentos.
O Mesa Brasil, maior banco de alimentos da América Latina, combate a insegurança alimentar e é promovido pelo Sesc-MT há 20 anos. O projeto atende inúmeras instituições cadastradas, que destinam os alimentos às famílias de todo o estado que estão em situação de vulnerabilidade alimentar.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
SERVIÇO
Mixto X Operário FC | Categoria Sub-17
Quando: Dia 12 de agosto (sábado), às 15h
Onde: Estádio Eurico Gaspar Dutra (R. Joaquim Murtinho, Centro Sul, Cuiabá-MT)
Ingresso solidário: 1 quilo de alimento não perecível
Mixto X Operário FC | Categoria Sub-15
Quando: Dia 12 de agosto (sábado), às 17h
Onde:
Ingresso solidário: 1 quilo de alimento não perecível
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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