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Vaquinha para motorista do caso Kayky Brito arrecada mais de R$ 120 mil

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Nesta quinta-feira (7), Diones da Silva, o motorista do carro de aplicativo que atropelou o ator Kayky Brito, postou um vídeo em sua conta do Instagram falando sobre o episódio. Visivelmente abalado, Diones agradeceu o apoio que vem recebendo nos últimos dias, mas revelou que está passando por tempos difíceis.

“Essas mensagens, esse carinho ajuda muito, tenho vivido dias difíceis, tanto psicologicamente, mentalmente, físico, financeiro, mas Deus é soberano sobre todas as coisas”, desabafou o motorista que contou estar sem trabalhar já que o carro está danificado pelo acidente. “Tem muita gente pedindo meu PIX para ajudar, e sou muito grato. Quem quiser e puder contribuir com certeza vai ajudar muito nesse momento que estou passando. Mais uma vez obrigado, e continuem orando por mim e pelo Kayky“, pediu Diones na publicação.

O motorista então abriu uma vaquinha para as arrecadações e colocou uma meta inicial de R$ 30 mil para “cobrir o prejuízo do meu carro, a franquia do seguro, a prestação do carro, a mensalidade do seguro e despesas com meus filhos até o carro ficar pronto e eu voltar a trabalhar novamente”. Em algumas horas, a iniciativa comoveu mais de 3 mil pessoas que doaram, juntas, mais de R$ 120 mil.

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Vaquinha Diones — Foto: Reprodução/Internet

Vaquinha Diones — Foto: Reprodução/Internet

Além disso, Diones, que até então era completamente anônimo, agora já acumula mais de 95 mil seguidores no Instagram e coleciona milhares de mensagens de pessoas torcendo por ele, sua família e Kayky.

Relembre o acidente de Kayky Brito

Kayky Brito foi atropelado na madrugada do último sábado (2), pelo motorista de aplicativo Diones da Silva, que conduzia uma outra passageira na região da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O motorista parou para prestar socorro e o corpo de bombeiros foi acionado. O ator, de 34 anos, foi então socorrido e levado ao Hospital Miguel Couto, no Leblon. Em seguida, Diones foi encaminhado à uma delegacia e ao Instituto Médico-Legal (IML), onde fez o exame de alcoolemia. Segundo a polícia, não foi constatada a ingestão de bebida alcoólica pelo motorista.

Em depoimento à polícia, Diones afirmou que Kayky cruzou a pista repentinamente, correndo. Contou ainda que tentou desviar, mas não conseguiu evitar a colisão. A passageira que estava no carro também prestou depoimento e afirmou que o veículo estava dentro do limite de velocidade da via, que é de 70 km/h. O caso foi registrado como lesão corporal culposa, ou seja, sem intenção de produzir os ferimentos.

Kayky sofreu traumatismo craniano e múltiplas fraturas pelo corpo, mas, apesar da gravidade do acidente, sua coluna está preservada. O ator passou por uma cirurgia de fixação de uma fratura da pelve e outra do braço direito.

Nesta quinta-feira (7), o Hospital Copa D’Or, para onde ele foi transferido, divulgou o último boletim médico do ator. Segundo a instituição, ele vem apresentando uma “resposta satisfatória ao tratamento”. Ele segue internado na UTI, sedado e em ventilação mecânica para se recuperar das cirurgias. O quadro é considerado estável, de acordo com uma postagem feita pela irmã de Kayky, a também atriz Sthefany, nas redes sociais.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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