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Vereador Alex Rodrigues realiza neste sábado (28) abraço simbólico contra o fechamento do Hospital Santa Casa

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O vereador Alex Rodrigues organiza para este sábado, 28 de junho, às 7h da manhã, um abraço simbólico em frente ao hospital Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. A mobilização reúne cidadãos, pacientes, familiares e profissionais da saúde em um ato pacífico de defesa da unidade hospitalar, considerada essencial para a população mato-grossense.

A proposta de desativação da Santa Casa surgiu após a inauguração do Hospital Central, com o governo cogitando transferir atendimentos e fechar as portas do hospital estadual. A medida, no entanto, gerou forte reação popular, especialmente de quem depende dos serviços prestados pela Santa Casa, que desde 2019 atua como referência em atendimentos de média e alta complexidade pelo SUS.

Nesta semana, a equipe do vereador esteve na unidade conversando com pacientes e familiares. Os relatos são de sofrimento, incerteza e preocupação. Muitos usuários fazem tratamento contínuo de hemodiálise, oncologia, neurologia e pediatria, e não têm outra alternativa próxima para dar continuidade aos cuidados. Sem a Santa Casa, teriam que buscar atendimento fora da cidade, enfrentando custos e barreiras que podem comprometer até a própria vida.

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“Você ouviu os relatos? São de pessoas que precisam da Santa Casa para viver. Não é só um prédio, é um hospital que salva vidas todos os dias”, declarou Alex Rodrigues. “Fechar a Santa Casa é fechar as portas para quem mais precisa.”

A mobilização deste sábado busca chamar atenção das autoridades e pressionar por uma decisão que mantenha a Santa Casa em funcionamento. Alex Rodrigues também convocou seus colegas vereadores e deputados estaduais a se unirem ao movimento.

“A saúde pública não pode retroceder. A Santa Casa é do povo de Mato Grosso, e não vamos permitir que fechem um hospital que acolhe tantos com dignidade e cuidado.”

O ato é aberto ao público, e todos são convidados a participar levando suas famílias em apoio à causa.

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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