Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Vereadores parabenizam conselheiros tutelares eleitos

Publicados

MATO GROSSO

Os vereadores Kássio Coelho (Patriota) e Mário Nadaf (PV) parabenizaram os conselheiros tutelares eleitos em todo país para os próximos 4 anos. Kássio também ressaltou a importância do eleitores que foram às urnas no último domingo (1) de outubro.
“Quero parabenizar também o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, que foi participar da votação e exerceu seu direito democrático. Ele votou ali no Tancredo Neves.  Vários colegas aqui exerceram no domingo a democracia, como eu também exerci meu direito de voto, bem como a minha família”, disse ele.
O vereador Mário Nadaf destacou que os conselheiros tutelares em Cuiabá têm o maior salário base do país, que ultrapassa R$ 7 mil. Essa valorização foi adquirida por meio da articulação da Câmara de Cuiabá junto ao Poder Executivo.
Em Cuiabá, foram eleitos 30 conselheiros tutelares que vão atuar em seis regiões da capital. O menos votado conseguiu atingir 286 votos e o mais votado, da região do CPA, conseguiu obter mais de mil votos.
“Os encargos e as atribuições do conselheiro do tutelar são muitas. Elas não se encerram ali só com guardiões do zelo da proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente. Elas envolvem um verdadeiro sacerdócio, uma vida inteira em prol da criança e do adolescente, que muitas vezes são vítimas das pessoas mais próximas deles”, alegou Nadaf.
Contudo, ele sugeriu mudanças nas regras para eleição ao cargo, como por exemplo, o impedimento dos conselheiros tutelares em se manifestar politicamente.
Secom – Câmara Municipal de Cuiabá
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Operação Salutem termina com 67 prisões e desarticulação de quadrilha especializada em furto de combustíveis
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  VÍDEO: Ponte de madeira, no Distrito de Jarudore, município de Poxoréo, não resiste peso de carreta e fica completamente destruída. O proprietário do veículo também sofreu prejuízos.

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  Trecho da MT-251 segue interditado devido às chuvas nesta terça-feira (02)

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA