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Vila Bela da Santíssima Trindade recebe primeiro evento itinerante de afroturismo de MT

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O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) realizou, nos dias 7 e 8 de novembro, a primeira edição da Afro Expo – o primeiro evento itinerante de afroturismo do estado. A programação contou com palestras, oficinas práticas, painéis com empreendedores negros, apresentações culturais e uma feira de artesanato que reuniu produtores de diversas regiões do estado. Durante dois dias, o centro histórico da cidade se transformou em um ponto de encontro para celebrar a cultura afro-brasileira, o empreendedorismo e o potencial turístico da primeira capital mato-grossense.

Na visão do diretor técnico do Sebrae/MT, André Schelini, a Afro Expo representa um marco importante na estratégia de promover o turismo como vetor de progresso, com a integração entre cultura, identidade e geração de renda nos territórios. “O afroturismo é um segmento em crescimento no Brasil e no mundo e Vila Bela da Santíssima Trindade simboliza a conexão entre ancestralidade, inovação e economia criativa. Por meio da Afro Expo, o Sebrae contribui para estruturar produtos turísticos de base comunitária, apoiar empreendedores locais e posicionar Mato Grosso como referência em experiências culturais autênticas e sustentáveis”, ressalta.

Uma das palestrantes do encontro, a consultora e especialista em afroturismo, Thais Rosa, destacou que o afroturismo é uma ferramenta que alia identidade e sustentabilidade. Em sua fala, ela ressaltou que o setor permite novas formas de olhar para o território e para as comunidades. “O afroturismo conecta pessoas e histórias, permitindo que o visitante vivencie a cultura afro-brasileira de forma autêntica. Ele transforma o modo como enxergamos o turismo, valorizando quem conta a própria história e promovendo o fortalecimento das comunidades locais”, explicou.

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O diretor comercial e de marketing da plataforma Diaspora.Black, Haroldo Nascimento, apresentou caminhos para a profissionalização e a expansão do afroturismo. Ele destacou o potencial do Brasil em oferecer experiências únicas ligadas à ancestralidade e à cultura negra. “Precisamos compreender o afroturismo como um produto com propósito. É sobre transformar experiências em oportunidades de negócio, garantindo que as comunidades negras também participem dos resultados e do crescimento do setor”, afirmou Nascimento.

Entre os empreendedores presentes, Maria Josefina, da marca Delícias da Nega, contou sua trajetória desde a comunidade Mata-Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, até o evento em Vila Bela. Ela trabalha com derivados de banana e produtos típicos da Baixada Cuiabana. “Participar da Afro Expo é uma grande oportunidade para mostrar o nosso trabalho e criar uma rede de apoio entre empreendedores negros. Juntos, conseguimos romper barreiras e fazer com que nossa produção alcance novos mercados”, ressaltou.

Quem também participou da programação foi a cineasta Danielle Bertolini, que está na fase final de produção de um longa-metragem sobre uma das mulheres negras mais importantes da história do Brasil: Teresa de Benguela. A obra, que estreia em abril de 2026, promete emocionar o público ao retratar a líder quilombola símbolo de resistência. “O filme levou quase dez anos para ficar pronto e conecta a história de Teresa com a ancestralidade de cada mulher negra. O cinema é mais do que uma arte: é um documento vivo, uma forma de reparação histórica”, afirmou Danielle.

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Famtour

Para reforçar o potencial de Vila Bela como destino histórico, cultural e afroturístico, a programação foi encerrada com um Famtour – uma visita guiada pelos principais pontos turísticos da primeira capital do estado. O roteiro incluiu as ruínas da primeira igreja matriz da cidade, o Museu Arqueológico, a tradicional produção artesanal do canjinjin – bebida símbolo do município – e um passeio pelo Rio Guaporé.

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Vereador Alex Rodrigues apresenta projeto de lei para proteger mulheres de violência sexual em hospitais de Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá um Projeto de Lei que estabelece medidas preventivas contra a violência sexual praticada contra mulheres em ambientes hospitalares. A proposta visa garantir que toda paciente tenha o direito de ser acompanhada por uma pessoa de sua confiança em consultas, exames, tratamentos e procedimentos cirúrgicos que envolvam sedação ou exposição do corpo.

Segundo Alex Rodrigues, a iniciativa nasce da necessidade de criar mecanismos de proteção para mulheres que, em situações de vulnerabilidade, especialmente sob efeito de sedativos, ficam mais expostas a riscos de abuso. O texto do projeto determina que hospitais, clínicas, laboratórios, consultórios e postos de saúde, tanto públicos quanto privados, não poderão impedir a presença de um acompanhante escolhido pela paciente.

O direito também vale para cirurgias eletivas, estéticas e exames que exijam sedação. Mesmo quando a equipe de atendimento for composta exclusivamente por profissionais mulheres, a paciente continuará tendo direito ao acompanhante.

Regras especiais para centros cirúrgicos e UTIs

O projeto de Alex Rodrigues também prevê exceções em áreas críticas, como centros cirúrgicos e unidades de terapia intensiva. Nesses casos, e apenas quando houver justificativa técnica relacionada à segurança, o acompanhante deverá ser obrigatoriamente um profissional de saúde. A suspensão temporária da presença do acompanhante só poderá ocorrer se houver interferência negativa no trabalho da equipe médica.

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A proposta estabelece ainda que a paciente deve ser informada previamente sobre o direito ao acompanhamento. Se isso não ocorrer, ela poderá remarcar o procedimento sem prejuízo. Em casos que envolvam sedação ou exposição do corpo, será obrigatório um termo declarando que a paciente tomou ciência dessa garantia.

O vereador também incluiu na proposta a autorização para que o Poder Executivo crie comissões de acompanhamento e fiscalização, responsáveis por monitorar o cumprimento da lei e levantar estatísticas sobre sua efetividade.

Na justificativa do projeto, Alex Rodrigues ressalta que a violência sexual no ambiente hospitalar, embora pouco discutida, é uma realidade preocupante. Situações de anestesia, sedação ou incapacidade momentânea de defesa colocam mulheres em posição de extrema vulnerabilidade, o que exige ações concretas do poder público para garantir segurança, dignidade e proteção.

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