MATO GROSSO
“Virou indústria das multas”, diz Stopa sobre penalidades aplicadas por buracos da Águas Cuiabá
MATO GROSSO
Crítico ferrenho da Águas Cuiabá, o vice-prefeito José Roberto Stopa (PV) afirmou que os serviços da concessionária resultaram em uma “indústria de multas”, já que a empresa continua não resolvendo os problemas deixados pelas obras feitas em vias já asfaltadas na Capital.
De acordo com o gestor, que também comanda a Secretaria de Obras Públicas, um relatório está sendo elaborado pelo município para subsidiar os trabalhos da CPI da Águas Cuiabá na Câmara. A intenção é mapear os locais em que a empresa realizou um serviço e deixou buraco ou desnível no asfalto.
Neste sentido, Stopa afirma que intervir administrativamente na concessionária, como já vem sendo defendido por alguns vereadores, não é um desejo do Alencastro, mas pode ser medida necessária.
“Nós recebemos essas denúncias, verificamos e notificamos a Águas. O não cumprimento do prazo (cinco dias) é o que ocasiona as multas. Está se transformando em uma indústria de multas. É um processo dolorido (intervenção na Águas). Prefeitura não tem interesse nenhum na intervenção, quer que se realize um trabalho de qualidade”, afirmou.
Sobre o relatório, Stopa garantiu que será entregue ao presidente da CPI, Marcrean Santos (PTB), assim que a Câmara voltar do recesso, em fevereiro.
“Esse relatório só seria possível realizar no período chuvoso. O que acontece é a qualidade como eles tampa os buracos feitos para fazer rede. Isso só é exposto no período chuvoso. Então, estamos em trabalho. Obviamente assim que a Câmara voltar do recesso nós vamos apresentar todo o levantamento, quantitativo de multas. Só nessa semana foram 16 novas multas. Vamos apresentar ao vereador Marcrean, que é presidente da CPI”, explicou.
“Buracos da Águas não é função da prefeitura, a concessão é muito clara. Estamos pagando uma conta que não é nossa. Esses recortes são todos da Águas Cuiabá. Prefeitura não pode gastar seu dinheiro para função que não é dela”, pontuou.
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MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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