DOIS BALEADOS
Atirador invadiu escola junto com comparsa; alvo já estava definido
MATO GROSSO
A Polícia Civil informou que a tentativa de homicídio contra dois adolescentes na Escola Estadual Assembleia de Deus, em Barra do Bugres (168 km de Cuiabá), na noite desta sexta-feira (24) não foi um ataque contra a unidade educacional, mas sim um acerto de contas e esclareceu que o atirador não agiu sozinho. Durante ação, um aluno de 15 anos e outro de 17 anos foram baleados.
Segundo delegado Márcio Portela, dois homens pularam o muro da escola, na área da quadra de esportes e um deles portava uma piscola calibre 380 usada para atirar contra as vítimas. O aluno de 15 anos foi atingido na perna e foi levado ao hospital, sendo liberada em seguida. O outro adolescente também foi levado para a unidade de saúde e seu quadro de saúde é considerado estável.
Conforme Marcio Portela, responsável pelas investigações, por meio das imagens das câmeras de segurança foi possível comprovar que o ataque não foi aleatório, mas sim direcionado a vítimas específicas. “As diligências foram iniciadas e foram encontradas várias cápsulas na escola. Não houve óbito, apenas tentativa de homicídio. Estamos atualmente em busca de identificá-los. Foi possível verificar pelas câmeras de segurança, que registraram parte do ocorrido, que não se tratou de um ataque aleatório, mas sim direcionado a vítimas específicas. Continuamos em diligências para identificar os responsáveis por esse crime”, destacou o delegado em entrevista ao Programa do Pop, da TV Cidade Verde, exibido nesta sexta-feira (25).
A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) disse em nota que os dois estudantes atingidos foram atendidos e estão bem. A Diretoria Regional de Educação (DRE) do polo Tangará da Serra agiu imediatamente, oferecendo apoio aos profissionais da educação e disponibilizando psicólogos e assistentes sociais para a comunidade estudantil até a retomada das aulas na próxima segunda-feira (28).
A direção da escola registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Judiciária Civil (PJC) e solicitou apoio da Polícia Militar para intensificar as rondas nas proximidades da unidade até que o caso seja esclarecido.
NOTA DA SEDUC
Sobre o incidente ocorrido ontem (24.08), às 20h, no pátio da Escola Estadual Assembleia de Deus, em Barra do Bugres, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) esclarece que:
1. Segundo investigações preliminares da Polícia Judiciária Civil (PJC), não se tratou de ataque à escola, mas de um possível acerto de contas entre o invasor e um estudante;
2. Os dois estudantes atingidos pelo disparo da arma de fogo receberam atendimento médico e passam bem;
3. A Diretoria Regional de Educação (DRE) do polo Tangará da Serra agiu imediatamente e já deu início ao acolhimento dos profissionais da educação e vai continuar à disposição da comunidade estudantil com psicólogos e assistentes sociais até segunda-feira (28), quando as aulas serão retomadas normalmente.
4. A direção da escola registrou Boletim de Ocorrências na PJC e solicitou apoio da Polícia Militar para que intensifique as rondas nas imediações da unidade até que o caso seja esclarecido.
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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