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KILLER PANTANEIRA

“Vovó macabra” é presa por mandar matar amante do marido e advogado em Cuiabá

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MATO GROSSO

A idosa Helena Rodrigues Veras, de 67 anos, que mandou matar a amante do marido, Daiana da Silva Correa em 2008, foi presa nesta sexta-feira (1°) pelos policiais civis da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa (DHHP). Ela foi condenada a 13 anos de prisão pelo homicídio, mas estava foragida desde 2017.

Sua prisão foi efetuada em uma propriedade rural localizada no Distrito do Aguaçu, em Cuiabá. Ela ainda é suspeita de ter envolvimento numa tentativa de homicídio, de ter ocultado o cadáver de outra pessoa e ainda teria ligação com o sumiço de um advogado, então namorado de sua filha, pois ele estaria praticando extorsão contra Helena.

Outra suspeita que recai contra a idosa é de ter envenenado dois sobrinhos dela, mortos em 2006. No entanto, o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia Especializada em Homícidios e Proteção à Pessoa (DHPP), não repassou mais detalhes de todos os crimes pelos quais idosa é suspeita de ter participação.

“O Tribunal do Júri reconheceu que ela foi a mandante do homicídio da amante do marido”, informou o delegado Caio Albuquerque ao explicar que Helena descobriu e contratou terceiros para executar o crime, sendo condenada em 2017. “Hoje, identificamos que ela estava na região do Aguaçu, em sua propriedade rural”.

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À época do crime, a amante estava em casa tomando suco, quando os executores invadiram no imóvel e atiraram contra a mulher, que morava no bairro Dom Aquino, na Capital. Helena também é investigada por outros crimes contra a vida, incluindo o duplo homicídio dos sobrinhos. “Ela é acusada de ter envenenado os sobrinhos, mas esse fato não chegou a uma autoria, tinha suspeitas dela, arquivou e não conseguiu chegar à autoria”, pondera o delegado.

Conforme a PJC, uma irmã de Daiana Corrêa sofreu uma tentativa de homicídio em 2007, quando foi alvejada por mais de 10 tiros por engano, ao ser confundida com a amante. A idosa é suspeita também de ter ocultado o cadáver de Alessandra de Alcântara Polmann, morta por José Pires de Camargo, condenado neste a ano a uma pena de 22 anos de prisão pelo homicídio.

A mulher entrou em uma oficina e nunca mais saiu, o que levanta a hipótese de que seu corpo foi ocultado. “Ela é suspeita de ser quem deu a propriedade para ocultar o corpo assim como todos os outros casos. Fala-se que lá há também outros cadáveres, isso em 2009”, explicou o delegado.

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“Ela possui outras investigações em aberto. Algumas foram arquivadas e outras estão em andamento. Todos são casos de homicídio, salvo engano uma que se trata de uma tentativa. Essa tentativa foi contra a irmã da amante que faleceu. Ao tentarem matar a amante, confundida com a irmã e efetuaram cerca de 10 disparos. Não conseguimos esclarecer a autoria desse crime e o caso foi arquivado, mas tudo indica que tenha sido a mando de Helena. Em 2008 ocorreu a morte da amante, o que reforça que ela foi a mandante da tentativa”, explicou Albuquerque.

Helena também é suspeita de envolvimento no desaparecimento do advogado Marcos Alves Barbosa, namorado da filha de Helena. O jurista estaria praticando extorsão contra a própria idosa e desapareceu em 19 de agosto de 2015.

A Polícia Civil suspeita que a idosa oculte cadáveres em suas propriedades rurais, mas não informou se fez algum pedido ao Poder Judiciário para obter alguma ordem judicial que autorize escavações na chácara da idosa.  “É uma sequência de homicídios, sempre com Helena como mandante”, concluiu Albuquerque.

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MATO GROSSO

Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032

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A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.

A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.

Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.

O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.

Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.

Articulação institucional

O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).

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A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).

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