POLITÍCA NACIONAL
Câmara lança ferramenta Debates Interativos para fortalecer participação popular
POLITÍCA NACIONAL
Com objetivo de ampliar os canais de participação do cidadão no processo legislativo e fortalecer o debate democrático, a Câmara dos Deputados lança, na quarta-feira (5), a ferramenta Debates Interativos, que poderá ser utilizada por todas as comissões temáticas da Casa. A ferramenta ficará disponível no item “Acompanhe” na página de cada audiência pública e demais reuniões que tiverem a plataforma habilitada, dentro do portal da Câmara dos Deputados. O próprio evento de lançamento da ferramenta também será interativo.
Como vai funcionar
Ao acessar a reunião interativa de um colegiado, o cidadão poderá interagir de forma online com as atividades da Câmara no momento em que elas acontecem, enviando perguntas aos deputados e convidados e votando nas dúvidas que julgar mais importantes. Quanto mais votos uma pergunta tiver, maior a possibilidade de ela ser lida pelo presidente da reunião e respondida durante o debate. Após as reuniões, todo o debate interativo ficará disponível na plataforma, de modo a ampliar a transparência das decisões. Quem participar do evento de lançamento da ferramenta nesta quarta receberá as respostas sobre o funcionamento do Debates Interativos durante a solenidade.
Entre as diretrizes da ferramenta Debates Interativos estão o respeito à diversidade de opiniões, a interatividade real, a transparência dos processos envolvidos na realização dos debates e o atendimento aos interesses públicos e coletivos na moderação do debate.
Exercício da cidadania
Ao oferecer maior participação da população, a Câmara dos Deputados busca estimular que os cidadãos se engajem na política, ampliem o exercício da cidadania, conheçam melhor o trabalho do Legislativo e de seus representantes eleitos e façam parte da construção coletiva das leis que vão impactar a vida de todos.
Para os cidadãos, o Debates Interativos é uma forma de se aproximar do Parlamento, conhecer os temas que estão em discussão, expor seu ponto de vista e descobrir novas perspectivas de pessoas de diferentes setores da sociedade. Já para os deputados, a ferramenta será mais uma oportunidade de apresentar e esclarecer seus posicionamentos e, ao mesmo tempo, escutar a sociedade, contribuindo para as decisões no processo legislativo.
Trabalho coletivo
A nova ferramenta de participação é resultado do trabalho de várias equipes da Câmara, especialmente da Diretoria-Executiva de Comunicação e Mídias Digitais, da Diretoria de Inovação e Tecnologia da Informação e do Departamento de Comissões. A plataforma é um avanço em relação à ferramenta anterior, Audiência Interativa, que tinha o mesmo objetivo de incentivar a participação popular, mas não oferecia estrutura técnica suficiente para suportar a alta demanda da sociedade.
No decorrer de maio, antes do lançamento oficial do Debates Interativos, foram feitos 16 pilotos em 8 comissões, com 18.573 visualizações e 175 perguntas, com contribuições ricas para a reflexão de cada tema, o que demonstrou o potencial da ferramenta mesmo na fase experimental.
Transparência e participação
Vários mecanismos de participação popular nasceram com a Constituição de 1988. Um deles foi a audiência pública no Parlamento, com a participação de entidades da sociedade civil, para instruir e aprofundar discussões de matérias legislativas e tratar de assuntos de interesse público. Dez anos depois, em 1998, aconteceu a primeira audiência na Câmara dos Deputados, da então Comissão Interpartidária do Salário Mínimo.
Em 2011, surgiram as primeiras audiências interativas da plataforma e-Democracia. Em uma década, elas se transformaram na ferramenta mais popular da plataforma, com mais de 2.500 salas abertas. Em 2021, durante a pandemia de Covid-19, foram realizadas mais de 680 audiências interativas. A ferramenta Debates Interativos representa um passo mais amplo no processo de abertura do Parlamento à participação popular. Além das audiências públicas, o mecanismo ficará aberto a outros eventos das comissões.
A nova ferramenta de participação da Casa soma-se a outros canais já disponíveis, como o Disque-Câmara, o Fale Conosco, as enquetes legislativas, os comentários em notícias do Portal e nos perfis oficiais nas redes sociais, o canal no WhatsApp, a verificação de notícias falsas a partir do canal Comprove, além do mecanismo de sugestão de propostas de lei.
Todos esses canais se somam aos produtos de comunicação da Câmara – TV, Rádio, Agência Câmara, Relações Públicas e Publicidade – no cumprimento de sua função de zelar pela divulgação dos trabalhos parlamentares e implementar ações que facilitem o alcance dos veículos de comunicação da Casa no território nacional.
Hora e local
O lançamento da ferramenta Debates Interativos será realizado no plenário 2, no Anexo 2 da Câmara dos Deputados, às 17h. O evento também será transmitido pelo canal da Câmara no YouTube.
Da Redação – AC
Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados
Fonte: Câmara dos Deputados
GERAL
Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.
A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.
O que é essa tarifa e como funciona?
A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.
Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.
Exemplo simples:
Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:
-
Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.
-
Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.
-
Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.
-
Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.
-
Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.
Como isso afeta o Brasil?
A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:
-
Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.
-
Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.
-
Perda de mercado para concorrentes de outros países.
-
Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).
-
Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.
Quais produtos serão mais afetados?
A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:
-
Carnes bovina, suína e de frango
-
Café
-
Suco de laranja
-
Soja e derivados
-
Minério de ferro e aço
-
Aeronaves e peças da Embraer
-
Cosméticos e produtos farmacêuticos
-
Celulose, madeira e papel
Brasil pode retaliar?
O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.
E o consumidor brasileiro, será afetado?
Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.
O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).
A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.
O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.
-
MATO GROSSO7 dias atrásFestival Sabores Juninos reúne gastronomia típica e atrações culturais neste final de semana em Cuiabá
-
MATO GROSSO7 dias atrásShopping de Cuiabá inaugura mega arena da Copa do Mundo com troca de figurinhas e experiências imersivas
-
MATO GROSSO7 dias atrásVereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá