POLITÍCA NACIONAL
Confederações relatam dificuldades financeiras e expectativas para a Olimpíada de 2024
POLITÍCA NACIONAL
Representantes das confederações de canoagem, tênis de mesa e saltos ornamentais demonstraram confiança quanto à participação brasileira nos Jogos Olímpicos do ano que vem e relataram dificuldades financeiras enfrentadas pelas entidades. Os dirigentes participaram, no último dia 2, da quinta audiência pública promovida pela Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados sobre a preparação dos atletas nacionais para Paris 2024.
O presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), Alaor Gaspar, afirmou que o País pretende ter representantes em Paris nas cinco categorias em disputa: simples masculino e feminino; equipes masculinas e femininas; e duplas mistas.
Ele salientou as restrições financeiras que a modalidade enfrenta no Brasil. “O orçamento da federação chinesa de tênis de mesa é de 250 milhões de dólares, mais ou menos igual ao da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – uma realidade bem diferente da nossa”, comparou. Gaspar acrescentou que, ainda assim, os mesatenistas nacionais contam com verbas específicas para os Jogos e estarão bem preparados para a competição.
Loterias
Secretária-executiva da Confederação Brasileira de Saltos Ornamentais (Saltos Brasil), Paula Vaz informou que a entidade é a mais nova entre a dos esportes olímpicos no País.
Ela reclamou que, embora seja reconhecida pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), ainda não recebe recursos diretos pela Lei das Loterias. “Mas recebemos apoio do COB, principalmente em competições nacionais, entre outros apoios menores”, ponderou.
Paula Vaz acrescentou que a confederação buscar ampliar a visibilidade do esporte, “para que haja um interesse maior do público, e a gente consiga também captar empresas interessadas em nos ajudar com recursos”.
Pódio
Por sua vez, o diretor-geral da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), Rodrigo Miranda, disse que a modalidade estabeleceu uma ordem de competições para os atletas enfrentarem em 2023 e 2024, com foco na classificação para a Olimpíada. O objetivo, apontou Miranda, é chegar ao pódio em Paris. “É assim que o nosso treinador fala: ‘não diga números, mas diga que a gente vai ao pódio’”, comentou.
A projeção é classificar quatro atletas para a categoria de velocidade e seis na slalom, esta última busca sua primeira medalha em jogos olímpicos.
Na canoagem de velocidade, Isaquias Queiroz conquistou uma medalha de ouro em Tóquio 2020 e duas pratas – uma delas ao lado de Erlon de Sousa – e um bronze na Rio 2016.
Em Paris, Isaquias pode se tornar o maior medalhista brasileiro da história. Se conquistar mais duas, superará as cinco dos velejadores Robert Scheidt (duas de ouro, duas de prata e uma de bronze) e Torben Grael (duas de ouro, uma de prata e duas de bronze).
Excelência esportiva
Os deputados Luiz Lima (PL-RJ), Mauricio do Vôlei (PL-MG) e Delegado da Cunha (PP-SP), autores do requerimento para realização da audiência, acreditam que a participação na Olimpíada de 2024 será um novo teste para o Brasil confirmar sua condição de excelência esportiva no cenário mundial.
O deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS) parabenizou os representantes das confederações e expressou o seu entusiasmo pelas “possibilidades que a gente percebe que estão crescendo em várias modalidades esportivas”.
Reportagem – Joana Lacerda
Edição – Marcelo Oliveira
Fonte: Câmara dos Deputados
GERAL
Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.
A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.
O que é essa tarifa e como funciona?
A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.
Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.
Exemplo simples:
Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:
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Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.
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Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.
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Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.
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Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.
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Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.
Como isso afeta o Brasil?
A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:
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Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.
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Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.
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Perda de mercado para concorrentes de outros países.
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Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).
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Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.
Quais produtos serão mais afetados?
A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:
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Carnes bovina, suína e de frango
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Café
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Suco de laranja
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Soja e derivados
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Minério de ferro e aço
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Aeronaves e peças da Embraer
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Cosméticos e produtos farmacêuticos
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Celulose, madeira e papel
Brasil pode retaliar?
O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.
E o consumidor brasileiro, será afetado?
Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.
O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).
A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.
O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.
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