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POLITÍCA NACIONAL

Deputados defendem aprovação de medidas de auxílio ao Rio Grande do Sul; acompanhe

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A tragédia ambiental que atingiu o Rio Grande do Sul com chuvas torrenciais e enchente na maioria dos municípios gaúchos foi o centro das falas dos deputados nesta segunda-feira (6).

O deputado Bohn Gass (PT-RS) elogiou o voluntariado para auxiliar o povo gaúcho e defendeu unidade para aprovação do decreto presidencial reconhecendo a calamidade pública em municípios gaúchos. Segundo ele, o decreto vai permitir que haja uma desburocratização na liberação de recursos. “Não podemos criar situações onde o Estado brasileiro não pode ajudar.”

O tema será a pauta única do Plenário esta segunda (6).

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) também defendeu a aprovação do decreto como ato de solidariedade ao povo gaúcho.

Segundo o deputado Charles Fernandes (PSD-BA), a Câmara fará o possível para amenizar e resolver os problemas vivenciados pelas vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. “A solidariedade de todos os deputados a todo povo gaúcho. Cabe a esta Casa, dentro de todas as possibilidades, fazer todo o possível para ajudar o Rio Grande do Sul neste momento difícil.”

Para o deputado Airton Faleiro (PT-PA), além do cuidado prioritário com as pessoas em risco de morte, ilhadas, é preciso atenção para reconstruir as perdas materiais que as pessoas tiveram. “O Rio Grande do Sul hoje tem de passar a ser responsabilidade do Brasil”, disse.

O deputado Pauderney Avelino (União-AM) afirmou que, mais que solidariedade, é importante saber qual a ajuda material ofertada ao povo gaúcho. “Faço um apelo ao presidente para que transfira o governo para o Rio Grande do Sul para que de lá ele possa gerenciar essa grave catástrofe que se abateu sobre esse estado brasileiro”, disse.

O deputado Luiz Lima (PL-RJ) criticou a divisão de recursos no chamado pacto federativo entre União, estados e municípios que, segundo ele, deixa o governo gaúcho com pouco recurso para enfrentar a crise climática. “O Rio Grande do Sul era para conseguir lidar sozinho com tudo o que está acontecendo se houvesse um pacto federativo e uma boa administração do governo federal.”

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas. Dep. Bohn Gass(PT - RS)
Bohn Gass: decreto vai permitir que haja uma desburocratização na liberação de recursos

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Crise climática
Segundo o coordenador da Frente Parlamentar Mista Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), muitos projetos aprovados no Congresso vão no sentido contrário do que é necessário para enfrentar a crise climática. “O Rio Grande do Sul, em pouco menos de um ano, teve três eventos extremos. Esses eventos vão continuar acontecendo porque não foram ouvidos os alertas da ciência há 30, 40 anos”, disse.

Tatto afirmou que se o Parlamento quer fazer sua parte, é importante aprovar propostas para aumentar a resiliência das cidades e evitar propostas para atender interesses imediatistas que aumentam a crise climática.

O coordenador da Frente Parlamentar de Gestão de Riscos e Desastres, deputado Gilson Daniel (PODE-ES), questionou até quando a Câmara vai deixar de debater o tema. “Tivemos seca na Amazônia. Olha o que está acontecendo nesse País. Quando o Parlamento vai acordar para esse tema? Talvez o Rio Grande do Sul faça acender a chama em cada parlamentar e esse tema seja votado e seja colocado recurso onde precisa”, disse.

Na opinião do deputado Jorge Solla (PT-BA), as chuvas torrenciais no Rio Grande do Sul são um reflexo das mudanças climáticas no Brasil. “Que sirva de lição para esta Casa, que não se passe mais projetos que vão contribuir para alavancar ainda mais desastres como este. Este não é um desastre natural, é um desastre provocado pela forma absurda de devastação dos nossos biomas”, afirmou.

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O deputado Joseildo Ramos (PT-BA) afirmou que os extremos climáticos vão acontecer a cada dia de uma maneira mais profunda. “É preciso respeitar a tragédia humana que está acontecendo lá.”

O início da sessão foi marcado por um minuto de silêncio pelas vítimas da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul.

Tragédia
A Defesa Civil informou que, até o momento, são mais de 80 mortes, 100 desaparecidos e 107 mil desabrigados nos 364 municípios afetados (73% do total de 496 municípios). Os temporais atingiram diversas regiões do Rio Grande do Sul.

Em Porto Alegre, quatro das seis estações de água não estão funcionando. Há áreas no estado também sem energia e comunicação. O governo do estado decretou estado de calamidade. O estado contabiliza mais de 20 mil pessoas desalojadas, com mais de 850 mil pessoas afetadas.

Auxílio
O governo federal decidiu antecipar a liberação de R$ 580 milhões em emendas parlamentares individuais que destinam recursos para 448 cidades gaúchas. Do total, R$ 538 milhões (92%) devem ser destinados a ações na saúde pública.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, dispensou o registro de presença dos deputados do Rio Grande do Sul nesta semana.

Assista à sessão ao vivo

Mais informações em instantes

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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