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‘Dar continuidade aos trabalhos de Carlina não é tarefa fácil’, diz novo secretário da cultura em evento

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O novo secretário Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Aluisio Leite, afirmou que assumir os trabalhos de Carlina Jacob não será uma tarefa fácil, em seu primeiro discurso público após ser empossado como titular da pasta. A fala foi feita na noite de segunda-feira (20), durante o lançamento do livro “Gente que fez, gente que faz! Cuiabá- Inventário de famílias pioneiras cuiabanas”, de Neila Barreto. 

“Dar continuidade aos trabalhos da Secretária Carlina Jacob e avançar na consolidação de uma Política de Cultura, Esporte e Lazer para a nossa Cuiabá não é tarefa fácil, mas encaro como desafio e assumo a missão com alegria e responsabilidade, principalmente ao saber que poderei contar com a cooperação e o compromisso dos profissionais, pessoas que integram o quadro da Secretaria, e que poderei ter como aliados e aliadas as/os artistas, os que realmente dão vida, cor, beleza, movimento em nossa cidade e tudo fazem acontecer”, afirmou.

O evento de lançamento contou ainda com a presença do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). O chefe do executivo municipal elogiou a obra que eterniza a história e memória de grandes personagens homens e mulheres que escreveram  a história de bravura do povo cuiabano. “A família cuiabana se caracterizou pela bravura e fé inabalável em Deus, traduzido na fé católica e que  durante 250 anos, era nós e nós mesmos”.

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O livro

A edição especial em 352 páginas apresenta mais de 900 troncos familiares, sendo 49 entre bandeirantes e pioneiros nas Minas do Cuyabá e na fundação do arraial de Cuiabá; 93 troncos no Período Colonial (de 1700 a 1822); 191 troncos no Período Imperial (1822-1889) e 663 troncos familiares no Período Republicano (de 1889 aos dias atuais). Mas a relação de famílias e de cuiabanos registrados no livro é incontável. São milhares.

Na capa uma foto de Hid Alfredo Scaff, sua esposa Luciana, cuiabana até no sobrenome e outras pessoas da família. Pais do poeta e escritor Ivens Cuiabano Scaff, legítimo representante da chamada cuiabania. Hid foi uma importante personalidade dos tempos do comércio por via fluvial através dos rios Paraguai e Cuiabá e empresta o seu nome para o Museu do Rio, no Porto de Cuiabá.

A autora Neila Barreto contou que foram centenas as fontes bibliográficas e as contribuições das famílias cuiabanas no levantamento das informações. “Mesmo com sua publicação em 2019, nos 300 anos de Cuiabá, trata-se de uma primeira versão que espero ampliar e aprimorar nos próximos anos. No livro, as informações estão apresentadas por tronco familiar base, com o nome do pioneiro que chegou a Cuiabá, a anotação preferencial do ano de chegada da família tronco na cidade e a fonte da informação”, acrescenta a autora.

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FONTE/ REPOST: JOSE LUCAS SALVANI – OLHAR CONCEITO

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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