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Desativação de presídio deixa 50 gatos sem casa em Cuiabá

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O fechamento do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) conhecido como Presídio do Carumbé, pelo Governo do Estado, em janeiro de 2023, fez com que todos os presidiários que cumpriam pena no local fossem transferidos para a unidade Ahmenon Lemos.

De acordo com a ativista da causa animal, Ivone da Costa Galindo, presidente da Organização de Proteção Animal de Mato Grosso (Opaa), os detentos cuidavam, alimentavam, davam carinho e atenção aos felinos, que continuam na antiga penitenciária, abandonados.

“Os gatos ficaram sem seus donos, completamente perdidos. Alguns já estão indo para as ruas, e que a gente sabe, pelo menos quatro morreram atropelados”, explicou ela.
Ivone enfatizou que os bichanos não são gatos de rua, pois já viviam nas pendendências da unidade prisional, local que era a casa deles. A ativista afirmou que uma policial penal foi autorizada a alimentar os gatos até que o resgate pudesse ser realizado. Porém, eles ainda estão muito assustados e se escondem de pessoas estranhas ao covivio deles durante as tentativas de captura. Nesse caso, é preciso um tempo maior para conseguir resgatar todos os animais.

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“São gatos que foram criados ali, muitos nasceram lá. Eles eram dos presidiários. Os presidiários cuidavam dos gatos. Inclusive dormiam com eles. Tiveram algumas pessoas que saíram do presídio chorando porque não puderam levar os pets”, contou.

A ativista ainda relatou que não são todos os dias que o presídio é aberto para que os animais recebam os cuidados necessários e os animais estão ficando sem água ou
comida. “Estamos tentando conseguir a chave do local para duas coisas: Para levar ração nos dias que eles não abrirem e outras para continuar com a captura dos gatos, que estão assustados. Eles estão ariscos, porque ali é a casa deles”, explicou.

FOLHA MAX 

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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