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Servidores do Samu dizem que estão sem receber plantões há 5 meses; SES nega

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Funcionários do Serviço de Atendimento Médico (Samu) que trabalham em Cuiabá denunciam que estão há 5 meses sem receber os valores referentes aos plantões e ao adicional noturno. Servidor efetivo, que não será identificado, entrou em contato com o site RD News nesta semana para relatar os atrasos.

“Perguntamos já no RH do Samu e falam que temos que falar com a SES [Secretaria de Estado de Saúde], aí a gente liga na SES e eles não dão definição nenhuma, não falam nada. É uma parte do salário que a gente faz planos com ele. É mais ou menos 30% do salário de cada um”, disse.

Servidor em questão afirmou que prejuízo chega aos R$ 2,5 mil por mês, o que corresponde a parte significativa de sua renda. Ele contou que trabalha há cerca de 14 anos no Samu, mas que atrasos desta maneira nunca aconteceram.

“A nossa indignação é essa. Você trabalha, é um dinheiro que é seu e você tem todo o dinheiro. A gente quer saber pelo menos uma resposta. Quando vai pagar, se vai pagar. A gente precisa saber o que fazer, porque todo mês temos compromissos”, lamentou.

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Outro lado

Por meio de nota, a SES informou que os plantões e adicionais noturno profissionais de saúde do Samu estão dentro do prazo. 

“Caso seja alguma situação individual e específica, orientamos o encaminhamento dos dados do profissional, se for servidor contratado via processo seletivo ou efetivo, de forma que seja apurado o que ocorreu na situação específica”, disseram.

FONTE/ REPOST: ANA FLÁVIA CORRÊA – RD NEWS 

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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