Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Técnica de enfermagem acusa psiquiatra de hospital de assédio sexual em Cuiabá

Publicados

MATO GROSSO

Um médico psiquiatra do Hospital Estadual Santa Casa, identificado como A.A.I.F, 34 anos, foi acusado de assediar sexualmente uma técnica de enfermagem, também de 34 anos. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) no dia 30 de novembro, mas veio à tona nesta segunda-feira (13).

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima relatou à Polícia que trabalha como auxiliar de enfermagem na unidade hospitalar. Durante a pandemia, ela começou a fazer tratamento psiquiátrico gratuito com o médico devido ao excesso de trabalho e as constantes mortes em decorrência da Covid-19.

Em entrevista ao FOLHAMAX, a técnica de enfermagem detalhou que esteve com o acusado quatro vezes por aproximadamente dois meses. Em sua segunda consulta, ele teria a convidado para tomar uma cerveja. Entretanto, a jovem estranhou e advertiu a conduta do médico. Na última consulta, realizada no dia 26 de novembro ocorreu o abuso sexual.

Na ocasião, ela teria deixado o celular em cima da mesa e o médico teria olhado uma foto sua e dito a ela que gostou do que viu. Em seguida, ele se dirigiu até a porta, trancou a sala e começou a acariciar os seus ombros dizendo “calma, relaxa, está muito tensa”. Na sequência, o acusado teria introduzido os dedos entre seus seios por dentro de sua roupa.

Leia Também:  Moratória da Soja em debate: qual o impacto para MT?

A vítima conta ainda que puxou a mão do médico, que insistiu em continuar com o assédio, dizendo: “já que você não quer, então tá, vai virar sapatão agora”. A técnica de enfermagem novamente repreendeu a ação do suspeito. Ela também relatou que homem se negou a entregar a receita médica e insistiu para que ela passasse o número do seu celular.

Para conseguir sair do local, a mulher acabou dando um ‘toque’ no celular no suspeito para que ele agendasse seu número.

Assim que ele entregou o receituário e destrancou a porta, a vítima deixou o local e ligou para sua irmã para contar o que havia acontecido. Ao verificar o celular, percebeu que o suspeito já havia enviado mensagens a ela.

A técnica afirma que após ter registrado um boletim de ocorrência contra o psiquiatra, a direção do Hospital Estadual Santa Casa foi informada sobre a denúncia, mas não teria tomando nenhuma medida contra o acusado e o médico continua atendendo na unidade de saúde.

Além disso, ela alega que teria sido bloqueada pela instituição nas redes sociais. Prints de conversas também mostram que a técnica encaminhou mensagens ao secretário de Estado de Saúde informando sobre a situação. A vítima foi afastada de suas atividades pelo período inicial de 10 dias por outro profissional da saúde. Posteriormente, ela foi afastada por mais 30 dias.

Leia Também:  Empresas de Sinop fecham as portas em apoio a manifestantes

“Eu fico pensando em outras vítimas que possam estar passando pela mesma situação em qualquer outro lugar em que ele esteja atendendo”, disse a técnica de enfermagem.

MEDICAMENTOS EM EXCESSO

Conforme a denunciante, o psiquiatra ainda teria receitado vários medicamentos com fortes efeitos colaterais e que causaram confusão mental em um curto intervalo de tempo. Ela também alega que algumas das receitas nem chegaram a ser lançadas no sistema da unidade.

OUTRO LADO 

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT),  informou que o Hospital Estadual Santa Casa instaurou uma comissão para apurar a denúncia e tomar as devidas providências.

Imagem enviada ao Mídia News

Imagem enviada ao Folha Max 

FONTE/ REPOST: EMILY MAGALHÃES – Folha Max 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  Governo de MT busca dobrar número de indústrias de beneficiamento de algodão até 2024

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  Professor é alvo de mandado de busca e apreensão em investigação por estupro de vulnerável

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA