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Temporal deixa 24 mil sem energia em MT

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A Energisa informa que fortes chuvas no sul de Mato Grosso, afetaram por volta das 23 h dessa quarta-feira (16.02), parte do funcionamento da subestação Rondon Um que fica em Rondonópolis. O temporal e a força da água fizeram ceder parte da sustentação de um dos quatro transformadores instalados no local. O problema gerou um substancial afundamento do solo em uma das bases do equipamento que pesa em torno de 60 toneladas. De forma preventiva, houve o acionamento automático do sistema de proteção para evitar a queima total de máquinas.

Foram afetados vinte e quatro mil unidades consumidoras das cidades de Pedra Preta, Guiratinga, São José do Povo e Tesouro, além de localidades na zona rural de Rondonópolis, como o distrito de Anhumas.

As equipes da companhia, que já estavam de prontidão por causa das previsões de impactos climáticos no estado, chegaram ao local logo após a ocorrência, trabalhando para estabilizar o solo e religar o transformador. O fornecimento foi retomado em uma hora em Guiratinga, Pedra Preta e Tesouro. O restante ainda depende de novas manobras que vão precisar ser feitas para solucionar de vez o problema.

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A Energisa reforça o cuidado com o clima nos próximos dias. De acordo com o serviço de monitoramento contratado pela empresa e que observa dados captados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), há previsão de tempestades, com risco de ventos, raios e cheias para todas as regiões de Mato Grosso. A empresa está em alerta e mobilizada para realizar ações de urgência em caso de crise e impactos na rede elétrica. O esquema de contingência é coordenado por meio do Centro de Operações Integradas, em Cuiabá.

A empresa pede o apoio da população neste momento, evitando situações de risco, como o uso de equipamentos elétricos durante a incidência de descargas, que podem gerar sérios acidentes. E em caso de algum dano a rede, nunca chegar perto dos fios, acionando a empresa pelos canais de atendimento.

(Da Assessoria)

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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