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HMC realiza 72 cirurgias ortopédicas em 3 dias e diminui fila de espera

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Após a visita do prefeito Abilio Brunini e do governador Mauro Mendes, pacientes do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) que aguardavam cirurgias há vários dias já começaram a receber alta. O mutirão teve início no sábado (11) e, em três dias de ação, já foram realizadas 72 cirurgias, sendo 54 programadas e 18 de urgência e emergência. Mais de 100 pessoas aguardavam por cirurgias no hospital, algumas há quase 30 dias, devido à falta de recursos para a aquisição dos materiais necessários. Até o momento, 50 pacientes já receberam alta médica, marcando um avanço significativo no atendimento hospitalar e aliviando a fila de espera.

De acordo com o médico responsável pelo Centro Cirúrgico do HMC, dr. Vitor Saverio Spalatti, a iniciativa visa atender o maior número possível de pacientes em menor tempo. “Nos finais de semana, devido à indisponibilidade de profissionais de outras especialidades, o número de procedimentos será menor. Durante a semana, a expectativa é de zerar a fila de espera, o que vai depender das demandas de cirurgias avaliadas como urgência e emergência. No mais tardar, conseguiremos resolver tudo ainda nesta semana”, afirmou o médico.

O diretor-geral do HMC, Israel Silva Paniago, explicou que o mutirão foi possível após um levantamento das necessidades do hospital, incluindo materiais de OPME (órteses, próteses e materiais especiais), que foi entregue ao Governo do Estado e à Prefeitura. “Realizamos um levantamento dos materiais necessários e o enviamos ao governador e ao prefeito. Eles conseguiram encaminhar os materiais essenciais para que as cirurgias fossem realizadas e assim zerarmos a fila”, explicou o gestor.

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Ainda conforme o diretor, o maior desafio enfrentado anteriormente era justamente a falta de recursos para a compra desses materiais. “A equipe de profissionais e a estrutura do hospital já estavam adequadas, mas a grande dificuldade era a aquisição dos materiais necessários para os procedimentos devido à falta de recursos”, afirmou.

Jessica Fagundes de Souza, que estava internada há 10 dias aguardando uma cirurgia no tornozelo após sofrer um acidente de moto, expressou sua gratidão ao prefeito Abilio e ao governador Mauro Mendes. Durante a visita dos gestores ao hospital, foi garantido que a fila seria resolvida rapidamente.

“Eu estava aqui há 8 dias, sem previsão de cirurgia. Fui informada de que a demora era por falta de material, pois não havia saído o pagamento. Estávamos angustiadas, esperando, sentindo muita dor. Na sexta-feira (10), o prefeito Abilio e o governador Mauro Mendes visitaram o hospital, conversaram conosco e resolveram o problema. No dia seguinte, os materiais já estavam liberados e fui operada no sábado. Hoje, segunda-feira, recebi alta”, relatou Jessica.

Ela destacou o cuidado e a humanidade demonstrados pelos gestores. “Eles nos ouviram, prometeram e cumpriram. Fiquei impressionada com a atenção deles. Eu, com 33 anos, nunca tinha visto isso. Eles foram maravilhosos”, afirmou.

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Ao final, Jessica deixou uma mensagem de gratidão. “Desejo que Deus os abençoe muito. Eles estão no caminho certo e mostraram que se preocupam genuinamente com a gente. Que continuem assim, pois fizeram algo que ficará marcado para nós”.

A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, dra. Lúcia Helena Barboza Sampaio, também comentou sobre a importância da ação. “Estamos extremamente satisfeitos em poder acelerar a fila de espera e atender essas pessoas que tanto precisam. É um alívio ver o resultado desse trabalho conjunto entre a Prefeitura, o Governo do Estado e toda a equipe do HMC. Nossa prioridade sempre será cuidar da saúde da população com agilidade e qualidade”, afirmou.

Outra paciente, Andressa Martins, que estava internada desde o dia 5 de janeiro, também compartilhou sua experiência e alívio ao ser atendida. “Eu já estava desesperada, tentando arrecadar dinheiro para fazer o procedimento na rede particular, porque me disseram que a cirurgia poderia demorar muito. Quando soube do mutirão e vi o material chegando, fiquei esperançosa. Graças a Deus fui operada e estou me recuperando bem. Não tenho palavras para agradecer ao prefeito, ao governador e à equipe do HMC por cuidarem de nós. É um momento de muita gratidão”, declarou.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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