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VÍDEO: Paciente denuncia infestação de caramujos e larvas em hospital de VG

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Uma ação de indenização por danos morais movida por uma menor de idade, representada por sua mãe, revela condições insalubres nas acomodações de internação do hospital particular Santa Rita, em Várzea Grande. De acordo com o processo, larvas de animais não identificados, e também caramujos, estariam saindo do ralo do banheiro na área de banho dos pacientes que se encontram internados.

Conforme revelam os autos, a mãe da menor de idade procurou atendimento médico à filha, que sentia dores abdominais, no ano de 2019. Conveniada a um plano de saúde, foi direcionada para o Hospital Santa Rita, na Cidade Industrial.

Inicialmente, a menor de idade foi alocada na enfermaria da unidade de saúde particular, e, na hora de tomar banho, percebeu que “larvas” saiam do ralo da área do chuveiro.

“Pois bem, ao ser internada no hospital requerido, a requerente foi alocada na enfermaria, passando assim a observar péssimas condições de higiene nas dependências da Requerida. Sendo que, logo ao tomar banho, foi surpreendida com uma larva saindo do ralo”, diz trecho dos autos.

A mãe da garota reclamou da situação com funcionários do Hospital Santa Rita, fazendo com que a filha fosse transferida da enfermaria para o quarto da unidade de saúde particular. Os problemas de higiene, no entanto, persistiram, uma vez que a ocorrência de larvas foi substituída pela “aparição” de caramujos nos ralos da área de banho.

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“Imediatamente a genitora da Requerente fez a reclamação junto ao hospital, ocasião em que a autora foi trocada de quarto, passando para um novo quarto no dia seguinte, onde seria o segundo dia da internação, contudo, para a surpresa da Requerente e sua genitora, a mesma encontrou caramujos, no banheiro do novo quarto”, revela ainda o processo.

No terceiro dia de internação, após conseguir uma nova transferência de quarto para a filha, a mãe da criança relata que as condições de higiene ainda não eram as ideais, uma vez que a acomodação estaria “visivelmente suja e mal cuidada”, com placas de eletrodos utilizados por outros pacientes. que não foram retiradas do leito.

As más condições de higiene do Hospital Santa Rita, relatadas no processo, tiveram o parecer do Ministério Público do Estado (MPMT). Para a procedência de um pedido de indenização por danos morais, o órgão ministerial não encontrou elementos para condenar a unidade de saúde uma vez que não ficou comprovado nos autos os “prejuízos” da paciente menor de idade.

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O parecer do promotor de justiça Almir Tadeu de Arruda Guimarães, do dia 27 de setembro de 2021, porém, reconhece a falta de higiene do Hospital Santa Rita.

“Embora a requerente tenha apresentado provas que demonstrem falta de higiene no ambiente hospitalar, não restou comprovado que isso tenha ocasionado dano na saúde da paciente capaz de ensejar a responsabilidade objetiva da empresa por falha na prestação do serviço”, diz trecho do parecer do MPMT.

A pesquisa processual no Poder Judiciário de Mato Grosso revela que os autos estão “conclusos” para uma decisão. O juiz da 3ª Vara Cível de Cuiabá do Tribunal de Justiça (TJMT), Luiz Octávio O. Saboia Ribeiro, analisa o caso, e ainda não proferiu uma decisão, que pode ou não seguir o parecer do MPMT pela improcedência do pedido de indenização.

Assista os vídeos dos relatos:

FONTE: FOLHA MAX/ Diego Fredereci

 

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Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

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Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.

Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.

A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.

Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.

Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.

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“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.

Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.

 

Serviço

Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

Horário: 28 de maio, às 19h

Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá

Entrada franca

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