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Reeducandos do Centro de Ressocialização de Sorriso concluem curso de fabricação de bonecas de pano

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Quinze reeducandos do Centro de Ressocialização de Sorriso (a 397 km de Cuiabá) concluíram a oficina de fabricação de bonecas de pano, realizada em parceria com o Sindicato Rural de Sorriso, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) e do Conselho da Comunidade do município.

O diretor do Centro de Ressocialização, Enilson de Castro Souza, destaca a importância dos cursos de qualificação no processo de ressocialização. “Tem muita melhora tanto na perspectiva de vida dos reeducandos, para profissão, como melhora o bem-estar e o convívio de cada um na unidade. Com um curso que o qualifica em alguma atividade, o reeducando tem mais chances de conseguir um emprego remunerado quando sair da unidade prisional, o que possibilita sua reinserção ao meio social”.

Segundo Castro, além do curso de fabricação de bonecas, já foram ofertados em parceria com o Senar, cursos de reaproveitamento de madeira, revestimento em cerâmica, bem como operação de máquinas pesadas como tratores e colheitadeiras.

“O Senar é responsável pela capacitação dos nossos recuperandos, por meio dos seus instrutores e o conselho da comunidade contribui na doação e arrecadação de produtos e materiais para fabricação das peças que estão sendo ministradas na unidade penal”, ressaltou.

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O diretor da unidade ainda pontuou que para participar dos projetos, os alunos passam por uma seleção da unidade que leva em consideração o bom comportamento do indivíduo no CRS. Além disso, o Centro de Ressocialização conta com a Ala Renascer, que são alojamentos equipados para ministração das oficinas e aulas aos recuperandos selecionados.

“Nesse espaço, temos três salas de aula e diurnamente usamos para esses cursos. Nosso principal objetivo para este ano é de trazer a participação do pessoal da carceragem para que eles também possam conhecer todas as atividades ministradas no CRS”.

A instrutora do Senar, Girlayne Ota, apontou que o curso pode representar uma alternativa de renda aos reeducandos quando deixarem a unidade. “O artesanato além da renda pode ajudar no fortalecimento do relacionamento social e integração comunitária por meio da oferta de mão de obra capacitada e treinada”, disse.

“Mesmo com várias opções industrializadas de produtos, a confecção de bonecas de pano é uma alternativa interessante e única para presentear. O Sindicato está sempre à disposição”, ressalta o gerente do Sindicato Rural, Farid Tenório.

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Fonte: GOV MT

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Qualidade de vida ganha protagonismo e muda o perfil dos empreendimentos imobiliários

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Cinco anos depois da pandemia de Covid-19, as mudanças provocadas pelo período de isolamento social continuam influenciando a forma como as pessoas escolhem onde viver. Se antes a proximidade do trabalho e dos centros urbanos era um dos principais fatores na decisão de compra de um imóvel, hoje qualidade de vida, contato com a natureza, espaços amplos e bem-estar passaram a ocupar posição de destaque.

Essa mudança de comportamento tem sido percebida também pelo mercado imobiliário de Mato Grosso. Empreendimentos voltados ao conceito Home & Wellness, que privilegiam áreas verdes, lazer ao ar livre e ambientes que favorecem uma rotina mais equilibrada, vem despertando o interesse de famílias que buscam mais do que uma residência: procuram um novo estilo de vida.

Para o empresário do Grupo Tio Ico e sócio-investidor da Mangaba Urbanismo, Ricardo Gomes, esse movimento deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade consolidada.

“A pandemia fez as pessoas refletirem sobre o tempo que passam em casa e sobre a importância de viver em um ambiente que proporcione qualidade de vida. Hoje percebemos que o cliente valoriza muito mais espaços amplos, contato com a natureza, áreas para convivência e uma rotina menos acelerada. Não se trata apenas de comprar um terreno, mas de investir em um lugar onde seja possível viver melhor.”

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Segundo ele, essa transformação também mudou a forma de planejar os empreendimentos.

“O mercado passou a olhar para projetos que priorizam experiências. Áreas verdes, lagos, espaços de lazer, infraestrutura para atividades ao ar livre e maior privacidade deixaram de ser diferenciais para se tornarem atributos cada vez mais desejados por quem busca um novo endereço”.

Ricardo, que também atua no agronegócio como sócio do Grupo Tio Ico, ressalta que a mudança no comportamento dos consumidores reflete uma transformação que vai além do mercado imobiliário.

“Hoje percebemos que as pessoas estão investindo mais em qualidade de vida. O imóvel deixou de ser apenas um patrimônio e passou a representar bem-estar, segurança e um ambiente propício para a convivência da família. Essa é uma tendência que veio para ficar e que influencia diretamente os novos empreendimentos.”

Um exemplo desse novo conceito é o Cenário dos Lagos Home & Wellness, desenvolvido pela Mangaba Urbanismo em Cuiabá. O empreendimento, que contará com o maior lago privado em condomínio fechado, foi concebido para integrar natureza, bem-estar e qualidade de vida em um único espaço, refletindo uma demanda crescente por moradias que favoreçam o equilíbrio entre trabalho, família e lazer.

Muito além da arquitetura

A valorização de imóveis com maior integração à natureza também encontra respaldo na psicologia. Para a psicóloga Rayssa Martins, a pandemia alterou profundamente a relação das pessoas com a própria casa, que passou a exercer um papel muito mais amplo na rotina.

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“No cenário pós-pandemia, muitas pessoas passaram a perceber que a casa, o lar, deixou de ser apenas um ambiente de descanso, tornando-se também um espaço de trabalho e de convivência com a família e os amigos. Do ponto de vista da psicologia, o ambiente em que o indivíduo vive influencia diretamente o bem-estar emocional e, consequentemente, o bem-estar físico e até o comportamento das pessoas.”

Segundo ela, ambientes que favorecem o contato com a natureza e proporcionam espaços de convivência contribuem para uma rotina mais saudável.

“Locais que oferecem contato com a natureza, áreas de lazer, espaços de convivência e oportunidades para atividades ao ar livre podem favorecer a redução do estresse e da ansiedade, além de melhorar a qualidade do sono e incentivar hábitos de vida mais saudáveis. Embora a saúde mental seja resultado de diversos fatores, e não apenas do ambiente, ele pode atuar como um importante elemento de promoção da saúde mental e da qualidade de vida.”

Para a especialista, esse novo olhar ajuda a explicar por que tantas famílias passaram a priorizar empreendimentos que oferecem uma experiência de moradia mais conectada ao bem-estar, tendência que segue influenciando o mercado imobiliário mesmo anos após o período mais crítico da pandemia

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