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Vereador diz: ”Vou apresentar pedido de afastamento do prefeito; a Câmara Municipal não pode se calar”

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O vereador Dilemário Alencar (Podemos) informou na manhã desta quarta-feira (4) que vai apresentar requerimento com solicitação do afastamento de Emanuel Pinheiro (MDB) do cargo de prefeito da capital.

 

“Na segunda-feira eu já havia anunciado em entrevista à rádio CBN que estava estudando a possiblidade do pedido de afastamento do prefeito. Agora com mais essa revelação do interventor Hugo Lima, que encontrou um rombo na secretaria de saúde de mais de R$ 350 milhões e o caixa zerado, não tem com mais a Câmara Municipal se omitir. Estarei ainda hoje conversando com vereadores para pedir apoio e providenciando o pedido de afastamento”, disse o vereador Dilemário Alencar. 

 

O Gabinete de Intervenção da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá apresentou  relatório com um rombo financeiro de R$ 350 milhões na pasta da saúde. Segundo o relatório, o interventor encontrou o caixa da secretaria quase zerado, apontando que não existem recursos para honrar compromissos com fornecedores de medicamentos e insumos, bem como para honrar  diversos direitos trabalhistas a servidores que estão em atraso, como prêmio saúde, 1/3 de férias, adicional noturno e acertos rescisórios .

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Em novembro de 2022, o vereador Dilemário  já havia pedido afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro devido investigações de nove operações policias que apontavam  o desvio de mais de R$ 250 milhões dos cofres da secretaria de saúde. Na época a maioria dos vereadores votaram contra o afastamento do prefeito.

 

“Extremamente grave essa informação de que a secretaria esta com esse rombo de R$ 350 milhões, visto que de 2020 a 2022, a saúde teve orçamento financeiro de R$ 4 bilhões. Só no exercício de 2022 saíram dos cofres da saúde mais de R$ 1,3 bilhão. Eu lembro que desde de 2018 quando fizemos a CPI da Saúde, que levou à prisão de um ex-secretário, a CPI advertiu o prefeito que a saude na gestão dele tinha virado uma usina de corrupção. Mas o prefeito foi omisso, não fez nada. Sem dúvidas essa omissão e conivência do prefeito fez a saúde entrar em estado de colapso, onde levou a morte de cuiabanos nas unidades de saúde. Espero que possa ter apoio da maioria dos vereadores para a Camara afastar o prefeito, pois essa situação não é causa de vereador da oposição ou da base aliada, é causa de fazer justiça com o horror que está acontecendo com a saúde de Cuiabá ”, concluiu o vereador Dilemário Alencar.

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Fonte: Assessoria

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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