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Bibliotecas contempladas em projeto de revitalização da Secel recebem mais investimentos

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso (SEBP-MT), tem dado continuidade ao projeto Revitabibliotecas nos municípios de Salto do Céu, Cocalinho e Araguaiana. 

O projeto se propõe a ressignificar o conceito de biblioteca, desde a adequação do espaço físico aos serviços que serão prestados à comunidade, desenvolvendo um trabalho de interiorização efetiva de orientação, capacitação e executar serviços que transformem esses espaços em equipamentos culturais vivos e atrativos.

A Biblioteca Pública Municipal Aquarela, de Salto do Céu (a 350,2 km de Cuiabá), recebeu, na quarta-feira (09.02), o kit ambientação composto por 3 pufes, 1 tapete, 1 computador e 234 livros de diversas áreas de conhecimento, incluindo obras de autores mato-grossenses.

Nesta sexta-feira (11.02), a Biblioteca Pública Municipal Sebastiana Falone, de Cocalinho (a 850,9 km da capital mato-grossense), foi contemplada com a entrega do kit ambientação composto por 3 pufes, 1 tapete, 1 computador e 234 livros de diversas áreas de conhecimento, incluindo obras de autores mato-grossenses.

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Já neste sábado (12.02), a Biblioteca Pública Municipal Antídia Coutinho, de Araguaiana (a 571 km de Cuiabá), receberá a equipe da SEBP-MT para as oficinas de mediação de leitura e de leitura inclusiva, com a bibliotecária Waldineia Almeida e a professora Helena Maria da Costa, respectivamente. Além disso, será entregue um computador, completando o kit já recebido em outubro de 2021.

Revitabibliotecas

O Revitabibliotecas foi o único do país a ser contemplado no edital internacional 7º Concurso de Ajudas 2019, conduzido pelo Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas). Com a premiação, quatro bibliotecas públicas de Mato Grosso recebem investimentos para promover ações que incluem melhorias de infraestrutura, capacitação de agentes, inclusão e engajamento social nas comunidades.

A Biblioteca Pública Municipal Antídia Coutinho (Araguaiana), Biblioteca Pública Municipal Sebastiana Falone (Cocalinho) e a Biblioteca Pública Municipal Aquarela (Salto do Céu) foram escolhidas por estarem fechadas na época da inscrição do concurso e por serem os únicos equipamentos culturais dessas cidades. A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, em Cuiabá, também foi contemplada pelo projeto.

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Fonte: GOV MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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