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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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Do agro a Milão: empresária de MT busca na maior semana de design do mundo referências para criar cidades do futuro

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A força econômica do agronegócio tem mudado também a forma como cidades do interior brasileiro pensam arquitetura, moradia e desenvolvimento urbano. Em Primavera do Leste, no sul de Mato Grosso, onde o PIB per capita ultrapassa R$ 100 mil e está entre os maiores polos agrícolas do país, a busca por novos modelos de viver levou a empresária Gisele Barco, CEO da Edificatto Desenvolvedora Urbana, até a Semana de Design de Milão, na Itália, uma das principais vitrines mundiais de tendências em design, arquitetura e comportamento. A experiência deve influenciar projetos da empresa, como o Casa Urbana, masterplan de uso misto em desenvolvimento na cidade.

Para Gisele, a viagem mostrou que design vai além de estética, mobiliário ou decoração. “A Semana de Design de Milão sintetiza o design no mundo, mas não apenas pelo objeto. O design responde às questões da sociedade, mostra como as pessoas querem viver, quais necessidades estão surgindo e como os espaços precisam evoluir para acompanhar esses movimentos”, afirma.

Um dos pontos de destaque foi a visita à Villa Necchi Campiglio, residência histórica de Milão construída há mais de 100 anos e reconhecida pela combinação entre arquitetura, tecnologia e qualidade construtiva. Segundo Gisele, o imóvel já incorporava soluções inovadoras para sua época, como piscina aquecida e sistemas internos de comunicação, e permanece atual pela escolha dos materiais e pela solidez da construção.

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Essa leitura também orienta o desenvolvimento do Casa Urbana, masterplan de uso misto da Edificatto em Primavera do Leste. O projeto foi concebido com potencial para alcançar cerca de 150 mil m² construídos, até 12 torres residenciais, até 80 operações de varejo, food hall e cerca de 10 mil m² destinados ao Casa Wellness, em uma implantação prevista por etapas e ajustada conforme a evolução do projeto, a demanda do mercado e a dinâmica urbana do município. A proposta é reunir moradia, serviços, lazer, bem-estar e espaços de convivência em uma área central de Primavera do Leste, levando para o interior conceitos já aplicados em grandes centros, como uso misto, permanência urbana e integração entre vida cotidiana e serviços.

“Fomos a Milão primeiro para aprender. A Edificatto conversa hoje com um público cada vez mais sofisticado e queremos contribuir para ampliar repertório sobre arquitetura, cidade e qualidade de vida. O objetivo não é simplesmente importar tendências, mas entender o comportamento das pessoas e transformar esse conhecimento em produtos melhores”, conclui Gisele.

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Sobre a Edificatto Desenvolvedora Urbana
A Edificatto Desenvolvedora Urbana é uma empresa sediada em Primavera do Leste (MT), com 17 anos de atuação, voltada ao desenvolvimento de empreendimentos residenciais e comerciais, horizontais e verticais, com alto know-how construtivo. Com atuação concentrada no município, a companhia assina projetos como o Terraz Condomínio Clube, o complexo Trade Center Primavera, o Seasons Trade Center Residences e o bairro planejado Casa Urbana, além de empreendimentos entregues como Manga Rosa, Riviera Campo Grande e Privilège Residências Contemporâneas. A empresa orienta sua operação por pilares de ética, qualidade, inovação e comprometimento, com foco em infraestrutura completa, áreas de lazer planejadas e oferta de serviços.

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