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Polícia Militar impede roubo à banco e prende dois homens em Cuiabá

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A Polícia Militar impediu um roubo a uma agência bancária e prendeu em flagrante dois homens, de 26 e 32 anos, no final da manhã desta quinta-feira (10.03), em Cuiabá. Na ação, a PM libertou vítimas que estavam sendo mantidas como reféns e apreendeu as armas utilizadas pelos criminosos.

Por volta de 11h, uma equipe da PM em rondas recebeu informações sobre o andamento de um roubo em uma agência bancária, no bairro Jardim Petrópolis. Os policiais se aproximaram e viram pelo vidro do estabelecimento, que os dois suspeitos estavam em pé com armas apontadas em direção às vítimas que ficaram deitadas no chão.

Policiais do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), do Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), do 1º Batalhão da PM e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) foram acionadas para prestarem apoio à ocorrência. Em seguida, as equipes entraram na agência bancária e deram voz de prisão aos suspeitos.

As vítimas afirmaram para os policiais que a dupla entrou no local, rendeu dois vigilantes (sendo um homem e uma mulher) e roubou as armas, que consistiam em dois revólveres calibre. 38. Os suspeitos ainda obrigaram todos a se deitarem no chão e realizaram ameaças durante todo o tempo.

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Em revista pessoal aos suspeitos foi localizado um revólver calibre .38 com seis munições. Já com o segundo suspeito estavam duas armas roubadas dos vigilantes e um simulacro de arma de fogo guardado.

Diante dos fatos, os revólveres calibre .38 foram devolvidos para os vigilantes do banco. Uma motocicleta utilizada pelos suspeitos para o crime também foi apreendida. Os suspeitos e as vítimas foram encaminhados para à Central de Flagrantes para registro da ocorrência e demais providências cabíveis. 

Disque-Denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

 
Fonte: GOV MT

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Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

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“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

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Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

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