MATO GROSSO
Juíza determina bloqueio de contas de cacique que lucrava milhões com arrendamento de terra indígena
MATO GROSSO
A juíza federal Danila Gonçalves de Almeida determinou nesta quinta-feira (17) o bloqueio das contas do cacique Damião Paridzané, acusado de receber propina para que áreas da Terra Indígena Maraiwatsede fossem arrendadas por fazendeiros.
Segundo o Ministério Público Federal, Damião recebia cerca de R$900 mil por mês pelo arrendamento das terras. Ainda segundo as investigações, o cacique recebeu de presente pelos arrendamentos ilegais um veículo Toyota Hilux avaliado em R$380 mil
“Entendo haver-se reunido indícios suficientes do recebimento de valores por DAMIÃO PARIDZANÉ provenientes do arrendamento ilegal de áreas na Terra Indígena Maraiwatsede, suficientes para se acolher o pedido de sequestro de valores, razão pela qual, com fulcro nos artigos 125 a 132 do CPP, determino o bloqueio de todos os valores depositados nas contas vinculadas a DAMIÃO PARIDZANÉ”, diz trecho da decisão de Daniela.
Na investigação, o MPF verificou que o dinheiro arrecadado pelo cacique se concentrava nas mãos de pouquíssimas pessoas e que não era revertido para a comunidade indígena. O cacique não foi preso, mas a Justiça Federal determinou a proibição de arrendamento das áreas e a proibição de manter contato com qualquer um dos outros investigados.
Além do cacique, são considerados responsáveis pelo esquema o atual coordenador regional da FUNAI na comarca de Ribeirão Cascalheira, Jussielson Gonçalves Silva, o policial militar da ativa no estado do Amazonas, Gerard Maxmiliano Rodrigues de Souza, espécie de “braço-direito” de Jussielson,a além do ex-policial militar do estado do amazonas, Enoque Bento de Souza, também é apontado como participante nos crimes.
FONTE/ REPOST: LÁZARO THOR BORGES – OLHAR DIRETO
MATO GROSSO
Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque
Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.
Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.
A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.
Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.
Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.
“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.
Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.
Serviço
Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque
Horário: 28 de maio, às 19h
Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá
Entrada franca
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