MATO GROSSO
Torneio de tiro do Gefron reúne 150 competidores em Cáceres
MATO GROSSO
O 7º Torneio de Tiro do Gefron reuniu, na manhã deste sábado (19.03), cerca de 150 participantes entre militares do Estado e da União e civis, no Clube de Tiro Pantaneiro, em Cáceres (220 km de Cuiabá). Neste ano, o evento faz parte da programação que comemora os 20 anos do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).
O coordenador do Gefron, tenente-coronel PM Fábio Ricas, destacou que independe dos resultados, o torneio foi um momento de celebrar e também integrar as instituições de segurança, que atuam de maneira direta ou indireta nas ações de fronteira. “Todos que estão aqui hoje vêm contribuindo com a unidade, que vem prestando importantes serviços na fronteira com a Bolívia”.
Dentre os participantes, estavam integrantes das Polícias Militar e Civil, agentes da Polícia Federal e Rodoviária Federal e integrantes do Exército Brasileiro, que nos últimos anos trabalham de forma integrada no combate à criminalidade em Mato Grosso. Além disso, participaram da disputa colecionadores, caçadores, atiradores e iniciantes.
O secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), tenente-coronel PM Juliano Chiroli, disse que foi um momento de colocar em prática a habilidade de tiro, mas ele não entrou na disputa. Na abertura do tornei, destacou os resultados alcançados pela unidade nos últimos anos.
“O Gefron ganhou expertise no patrulhamento de fronteira e isso fez a unidade chegar ao patamar de ser referência no país. No ano passado, houve um número recorde na recuperação de veículos, apreensão de drogas, além de prisão de criminosos foragidas da justiça”, destacou o secretário adjunto.

Os participantes mostraram suas habilidades manipulando pela primeira vez três novos modelos de armamento. Dentre as armas estão: dois fuzis um de calibre 556 e outro 762, além de uma pistola 9mm, ambos da marca Sig Sauer. Esta marca chegou recentemente ao mercado brasileiro de armas de grosso calibre, mas já é usada pela polícia e pelo exército americano.
No evento, a Sig do Brasil montou uma exposição com os diferentes modelos de armas e explicou os diferenças da marca em relação àquelas que já são usadas no mercado brasileiro. “É uma linha de armas versátil, a plataforma deste modelo é multicalibre, então, é possível montar conforme sua necessidade, para diferentes situações”, disse o instrutor da marca, o coronel PM, Ildeu Heller.
O torneio foi dividido em três categorias, Gefron, composto pelos operadores de fronteira; CAC, dentre eles Caçadores; Atiradores e Colecionadores; Geral integrada por membros das forças de segurança e Amador, que inclui os iniciantes na prática de tiro. Na disputa, os participantes têm que disparar 12 tiros com as três armas em menor espaço de tempo.
O 1º lugar da categoria Gefron ficou com o soldado PM Jhiango da Silva Fazuolo, que conseguiu cumprir a tarefa em 21.2 segundos. Foram premiados com troféu os cinco melhores participantes, tanto por desempenho individual quanto em grupo de todas as categorias.

MATO GROSSO
Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque
Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.
Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.
A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.
Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.
Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.
“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.
Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.
Serviço
Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque
Horário: 28 de maio, às 19h
Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá
Entrada franca
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