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Construtora terá que trocar moradores de casa com rachaduras

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A juíza Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, da Quarta Vara Cível de Cuiabá, acatou um pedido de liminar e determinou que uma construtora da capital forneça outro imóvel ou que efetue reparos na casa comprada por um casal, em um condomínio fechado. O imóvel adquirido por eles apresenta uma série de rachaduras e problemas estruturais, como infiltrações e goteiras.

A ação foi proposta pelo casal W.L.N, e C.A.F.N. Eles compraram uma casa no condomínio Brisas da Chapada, construído pela construtora que leva o nome do empreendimento. Eles pagaram R$ 275 mil pelo imóvel, em abril de 2020, e foram os primeiros moradores daquela residência.

O casal relatou que já nos primeiros meses passou a identificar problemas no imóvel. Foram observadas rachaduras, que aumentaram gradativamente. Posteriormente, surgiram infiltrações e goteiras, evidenciando segundo eles, um erro no processo de impermeabilização, além da má execução do telhado e da laje.

“Com o aumento das rachaduras, o risco de uma tragédia aumenta igualmente, expondo à risco desproporcional e desarrazoado os autores e seus filhos. “Sustentam, por fim, que houve falha durante a edificação do imóvel, não se afigurando razoável admitir que expressivas rachaduras sejam decorrentes de desgaste natural, ou mesmo causada por fatores externos”, diz o pedido.

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O casal apontou que tentou contato com a construtora por diversas vezes para tentar solucionar o problema, mas apenas um homem identificado como Renato, que seria o sócio da empresa, poderia atender. No entanto, este responsável nunca atendeu os telefonemas e mensagens enviados a ele. A magistrada acatou o pedido de liminar e ainda determinou uma multa de R$ 20 mil em caso de não cumprimento da medida para a Brisas da Chapada Construtora.

“Diante do exposto, defiro o pedido de tutela de urgência, a fim determinar que a requerida, no prazo de 30 dias, realize os reparos definitivos no imóvel objeto da presente demanda, indicados no laudo técnico de inspeção predial. Para o caso de não cumprimento da determinação pela parte requerida, imponho a multa no valor fixo de R$ 20 mil, o qual poderá ser aumentado caso verificada a recalcitrância da parte”, diz a decisão.

FONTE/ REPOST: LEONARDO HEITOR – FOLHA MAX

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Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

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Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.

Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.

A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.

Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.

Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.

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“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.

Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.

 

Serviço

Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

Horário: 28 de maio, às 19h

Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá

Entrada franca

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