MATO GROSSO
Sesp promove seminário para debater melhoria do atendimento socioeducativo
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da Secretaria Adjunta de Justiça, iniciou nesta terça-feira (05.04) o Seminário Estadual Sobre a Prática Socioeducativa, para melhorar a qualidade do serviço de acompanhamento dos adolescentes em conflito com a lei. Durante o encontro, serão compartilhadas experiências de sucesso no acompanhamento do adolescente, a fim de alinhar o atendimento dos menores.
O evento faz parte do calendário da programação anual para a formação continuada dos servidores que atuam no Sistema Socioeducativo e vai até quinta-feira (07.04). O encontro reúne servidores que trabalham diretamente com o acompanhamento dos adolescentes em conflito com a lei das seis unidades socioeducativas de Mato Grosso.
A secretária adjunta de Justiça, Lenice Silva dos Santos Barbosa, participou da abertura do seminário e destacou que o foco é o adolescente. “O que podemos fazer para melhorar nossas condições de trabalho e as condições de atendimento dos adolescentes? Nós temos que construir um sistema socioeducativo melhor e somente nós somos capazes de fazer isso”, disse.
O superintendente de Administração Socioeducativa, Iberê Ferreira da Silva Junior, lembrou que o encontro faz parte da constante busca pela melhoria do atendimento socioeducativo. “O seminário vai permitir o alinhamento do atendimento e acompanhamento dos adolescentes no Estado, trazendo todos os servidores, para discutir o tema e buscar a parametrização do atendimento”.
Entre os palestrantes do seminário está a coordenadoria do Sistema Nacional de Socioeducação (Sinase), Giselle da Silva Cyrilo, que é a instituições responsável por formular e coordenar a execução da política nacional de atendimento socioeducativo, além de elaborar o Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo, que norteia os serviços ofertados nos estados.
Durante o seminário, os palestrantes vão compartilhar as experiências positivas de socioeducação de Mato Grosso e de outros estados, como Fabiana Malheiros do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Estado do Espírito Santo, e Ida Cristina Rebelo Mota, da Escola de Gestão Socioeducativa Paulo Freire.
Arte e Reflexão
Durante o seminário os participantes poderão acompanhar apresentações artísticas, como dança e performance, dos adolescentes da unidade masculina do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Cuiabá e que participam do projeto Oficinas Socioeducativas, que está dentro do projeto Político Pedagógico da unidade.
A performance artística “Caminhos (Ex)postos”, traz uma reflexão sobre as brechas que os adolescentes e jovens podem encontrar ao longo do seu desenvolvimento, e que possibilitam conhecer outras caminhos no mundo. A coreografia de dança urbana “Sujeito de sorte”, que dentro do estilo hip hop, compõe a mesma dramaturgia da performance anterior.
A instrutora artística dos adolescentes, Elka Victorino, explica que as atividades desenvolvidas na unidade trazem uma reflexão sobre os atos e escolhas. “A subjetividade da arte permite a criação coerente no pensamento dos adolescentes e representam as escolhas que fazemos no percurso da nossa vida, para que possamos transformar uma sociedade ou fiquemos alheios a ela”, elencou.
Colaboração Wellyngton Souza
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
-
MATO GROSSO7 dias atrásJovem cuiabano cria empresa de otimização de PCs e mira expansão para São Paulo
-
MATO GROSSO6 dias atrásSanidade, mercado e competitividade marcam Encontro Regional da Suinocultura no Show Safra
-
MATO GROSSO3 dias atrásEmpresária de MT leva modelo de urbanismo de Primavera do Leste a debate internacional em São Paulo
-
MATO GROSSO3 dias atrásDesequilíbrio de Poder e o Papel do Senado
-
MATO GROSSO2 dias atrásItaipava é a cerveja oficial da Turnê “Histórias” 2026
-
MATO GROSSO17 horas atrásJovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação