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Polícia Civil esclarece homicídio de mulher ocorrido em Sinop e prende os três autores do crime

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Dois homens e uma mulher envolvidos no homicídio de uma mulher, ocorrido em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá) e por ordem de lideranças de uma facção criminosa, foram presos pela Polícia Civil nesta quarta-feira (13.04), em cumprimento de mandados de prisões temporárias.

Os autores e coautores do crime foram identificados após diligências da Divisão de Homicídios de Sinop, para esclarecer a ocorrência registrada no dia 1º de março deste ano, contra a pessoa de Magna Ferreira Fideliz, executada a tiros.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Bráulio Cunha Junqueira, os indícios apontam que a morte da vítima foi decretada pelos líderes de uma organização criminosa.

O motivo foi pelo fato de Magna Ferreira ter envolvimento com a morte de uma terceira pessoa, também ligada à facção, ocorrida na divisa de Mato Grosso e Rondônia. Então, ela veio para Sinop se esconder, porém foi localizada e teve sua morte determinada.

Apurou-se que os responsáveis pela execução da vítima foram os dois suspeitos, com o apoio da jovem, irmã de um dos executores. Já a arma utilizada foi apreendida pela Polícia Militar e será encaminhada para exame de balística. Em posse de um dos presos foram recuperados a bolsa e o celular da vítima executada. 

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Conforme o delegado, há suspeitas de que a mesma arma de fogo tenha sido usada em outros homicídios neste ano, na região de Sinop. 

“Com a prisão dos suspeitos e os respectivos interrogatórios, houve a confirmação da autoria pela confissão de um dos autores, que confirmou as circunstancias e o motivo do crime”, disse o delegado de polícia.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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