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Cine Teatro Cuiabá exibe documentário sobre o poeta Antônio Sodré nesta terça-feira (10)

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Antônio Sodré, ou Sodrezinho, autoproclamado o “poeta da transmutação”, será homenageado no documentário Cuiabaratotal (MT, 2021, 30’), dirigido por Lidiane Barros e Protásio de Morais, atração presencial nessa terça-feira (10.05), às 19h30, no Cine Teatro Cuiabá. A sessão integra o projeto Encontros com Cinema e a agenda de comemorações dos 80 anos da abertura do Cine Teatro Cuiabá (inaugurado em 23 de maio de 1942).

A partir das 19h, os multiartistas André Balbino e Eduardo Ferreira, amigos e parceiros criativos de Antônio Sodré, apresentam performance poético-musical no foyer do Cine Teatro, antes da exibição do filme. Classificação indicativa livre e entrada gratuita. A partir das 19h30 é permitido estacionar em frente ao Cine Teatro Cuiabá.

“Antônio Sodré escrevia aforismos, crítica política, teorias e críticas literárias, problematizava a pintura, filosofava, escrevia poesias e se agigantava quando subia ao palco. E Cuiabaratotal mostra um pouco de tudo isso que é Sodré”, adianta Lidiane Barros.

Cuiabaratotal

No documentário, amigos e parceiros de Antônio Sodré relembram vivências com o poeta e comentam sua trajetória, que passeava com desenvoltura entre poesia e música, tendo suas principais canções gravadas pelas bandas Biniditus e Caximir. Os diretores do filme, Lidiane Barros e Protásio de Morais tiveram a chance de conviver com Sodrezinho, eram amigos.  

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Com base em entrevistas com a família e amigos de longa data, construíram um documentário que realça o poder da palavra de Sodré, que foi essência para poesias e músicas. Também exaltam a contribuição de Sodré à literatura mato-grossense e à formação de leitores à frente da famosa banca de livros que ocupou espaços no Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso.

O documentário tem edição de Rosano Mauro Jr (que divide direção de fotografia com Protásio de Morais) e motion design de Marcelo Sant’Ana. Participam do filme artistas e pesquisadores como Amauri Lobo, Eduardo Ferreira, Anna Amélia Marimon, Mari Gemma de la Cruz, Luiz Renato, Maria Sodré, Marisa Camargo, André Balbino, José Sodré, Maurília Valderez, Neyres Taveira e Ramon Carlini.

Além do documentário, Cuiabaratotal é título do livro lançado pela editora Carlini & Caniato, editado por Ramon Carlini e organizado por Luiz Renato Souza Pinto, escritor e amigo de Sodré, com colaboração da filósofa Maurília Valderez. No documentário, Luiz Renato narra o processo imersivo a que se lançou para a pesquisa do livro.

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“Depois do falecimento de Sodrezinho, dois de seus sobrinhos me chamaram para produzir um livro com os poemas dele. Aceitei de imediato e me mudei para o Pedregal. Morei por onze meses a duas quadras da casa dele. Ia lá diariamente. Foi quando me deparei com o extenso acervo do poeta, algo em torno de setenta cadernos de poemas e reflexões. Comecei a estudá-los e senti a necessidade de ajuda de mais alguém nessa empreitada. Convidei a professora Maurília Valderez e hoje esse livro é uma realidade”, assinala Luiz Renato.

Livro e documentário são resultado de projeto contemplado no Edital Mestres da Cultura da Lei Aldir Blanc em Mato Grosso (Secel/Governo de MT/Governo Federal). O download do livro pode ser realizado de forma gratuita pelo site da Tantatinta. 

Serviço

Exibição do documentário “Cuiabaratotal” e performance poético-musical dos multiartistas André Balbino & Eduardo Ferreira.

Data: Terça-feira (10.05), a partir das 19h

Local: Cine Teatro Cuiabá (a partir das 19h30 é permitido estacionar em frente ao Cine Teatro Cuiabá).

Entrada gratuita

Mais informações: (65) 2129-3848

Com informações da assessoria

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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