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“Estou nos meus 80%”, diz Calderano, 4º melhor mesatenista do mundo

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Desde 2016, o Hugo Calderano trilha uma jornada pioneira no tênis de mesa. Aos 25 anos, o carioca se acostumou a quebrar barreiras no tênis de mesa brasileiro e latino-americano, outrora dominado por alguém com o mesmo nome: Hugo Hoyama. Após a Olimpíada Rio 2016, em que fez a melhor campanha de um atleta do Brasil na história da modalidade – parou nas oitavas de final (resultado já superado por ele próprio) – Calderano alcançou a melhor posição de um atleta da América Latina no ranking mundial: o 31º lugar. Atual número 4 do mundo, após ter figurado em terceiro no ranking, Calderano não faz ideia de até onde pode chegar. 

“Não sei exatamente a porcentagem que estou, acho que não estou tão perto ainda do que posso chegar”, expõe Hugo. “Acho que o meu melhor tênis de mesa será daqui a alguns anos, talvez até depois dos trinta. Então, talvez eu esteja ali por volta dos oitenta por cento [do que pode ser]”, afirma Calderano, em entrevista à Agência Brasil.

Medalhista em 2014, nos Jogos Olímpicos da Juventude de Nanjing (China), quando tinha 18 anos, Calderano segue em busca de mais feitos inéditos para o Brasil. Um pódio mundial ou olímpico. Nos Jogos de Tóquio, em julho do ano passado, ele viveu dois momentos opostos: Ao chegar às quartas, automaticamente garantiu um novo melhor resultado para si e para o país. Porém, passou pela decepção de sofrer a virada para o alemão Dimitrij Ovtcharov, depois de vencer os dois primeiros sets. À época, a derrota o deixou muito emocionado, pela forma como aconteceu. Hoje, ele reconhece a importância de superar traumas passados e conquistar algo ainda maior na esfera individual e coletiva.

“Tenho consciência da importância de uma medalha olímpica para o nosso tênis de mesa. Acredito que essa pressão para conseguir desta vez, essa motivação, tudo isso só vai me ajudar a crescer para ter mais chances em Paris”, diz Caldernano,  que há oito anos vive em Ochsenhausen, pequena cidade no sul da Alemanha.

A noção exata da relação de responsabilidade e representatividade que tem para o esporte nacional – é um dos brasileiros mais bem posicionados em rankings individuais de modalidades olímpicas – foi cultivada à distância. Hugo esteve recentemente no Rio para um período de treinos com a seleção e um desafio amistoso contra atletas da França. Antes disso, não competia na terra natal desde dezembro de 2018. Ao mesmo tempo em que se tornou um fluente falante do idioma alemão, ele se habituou a sentir falta das coisas mais básicas do Brasil: a família, o clima e a comida. Mas ele passou a aproveitar as rápidas estadias em casa como uma recarga de bateria.

“Sempre que venho ao Brasil de férias volto para as competições na Europa com muito mais energia”.

Para se manter são e focar em se aperfeiçoar no tênis de mesa, Hugo – que no momento está sem clube depois de deixar o Orenburg (Rússia), no meio de 2021 – precisou exercitar equilíbrio e concentração, trunfos que aprendeu com duas personalidades europeias: o técnico francês Jean René Mounie, que o acompanha no velho continente, e um de seus ídolos, o tenista espanhol Rafael Nadal. 

“A concentração e a força mental que ele tem são impressionantes. Ele é muito controlado e dá tudo em quadra, em todos os pontos. Isso é o que eu tento fazer e consigo na maioria das vezes”.

A virada de Nadal na final do Aberto da Austrália deste ano- o espanhol reverteu uma desvantagem de 2 sets a 0 na final contra o russo Daniil Medvedev para conquistar o título – é um dos exemplos que inspira Calderano a seguir enfileirando conquistas inéditas.

“Acho que nem ele mesmo acreditava que seria possível mas continuou tentando e batalhando. Quando você continua tentando, boas coisas acontecem”, conclui Calderano. 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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