MATO GROSSO
Governo publica ordem de serviço e termo de cooperação para concluir asfalto até Gaúcha do Norte
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) assinou a ordem de serviço para o início das obras de asfaltamento da MT-129, entre Gaúcha do Norte e Paranatinga. A empresa MT Sul, vencedora da licitação, será responsável por asfaltar um trecho de 39,58 quilômetros da rodovia, em um investimento de R$ 60,9 milhões do Governo do Estado.
Para fazer com que o asfalto finalmente chegue até Gaúcha do Norte, a Sinfra também firmou Termo de Colaboração com a Associação dos Usuários da Rodovia MT-129 e Extensão (Amex) para asfaltar outro trecho de 40,12 km da rodovia. Conforme o documento, o Estado irá transferir valores para a Associação, que será responsável por fornecer material, mão de obra e equipamentos para realização da obra.
De acordo com o Termo de Colaboração publicado no Diário Oficial do Estado do dia 13 de junho, o teto estimado para a realização da obra é de R$ 47.998.125,97, sendo que a Sinfra irá repassar até R$ 40,7 milhões e a Associação oferecerá pelo menos R$ 7,199 milhões como contrapartida, valor equivalente a 15% do projeto executivo da obra, conforme estabelecido na Lei Estadual 10.861/2019.
No dia 04 de maio, o governador Mauro Mendes inaugurou o primeiro trecho da rodovia, com 39,59 km, asfaltada também em parceria com a Amex, em um investimento de R$ 31,1 milhões. “Estamos investindo nas pessoas, no progresso, no desenvolvimento”, afirmou o governador na ocasião.
O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, afirma que o asfalto melhorará a logística da região e dará mais qualidade de vida para a população. “Em breve vamos ver as máquinas trabalhando para levar o asfalto até Gaúcha do Norte, levando junto mais qualidade de vida para a população. O asfalto significa o fim dos atoleiros na região”.
No total, o Governo de Mato Grosso está investindo R$ 140 milhões para asfaltar os 119,29 km da MT-129. Para o presidente da Amex, Ari Prado, a chegada do asfalto em Gaúcha do Norte representa a chegada do desenvolvimento. “Já estamos 40 km mais perto de concretizar o nosso sonho e isso só é possível com a parceria entre a sociedade civil e o Governo de Mato Grosso”, afirmou ele, durante a inauguração dos primeiros 40 km da rodovia.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.