MATO GROSSO
Comércio impulsiona, Colíder se recupera e volta contratar mais trabalhadores
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Colíder (157 quilômetros de Sinop) teve saldo positivo ao gerar mais postos de trabalho com carteiras assinadas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Só Notícias constatou que em maio, foram 121 vagas a mais, resultado de 461 admissões e 340 demissões.
Em abril, o saldo foi negativo, com 27 a mais mandados embora. Já em comparação a maio de 2021, houve crescimento exponencial de 656%. À época, foram 315 admissões e 299 desligamentos, ou seja, 16 a mais contratados no período.
O comércio foi o que teve o melhor desempenho com 67 nova vagas, resultado de 192 contratos formalizados e 125 finalizados. Na sequência, aparece o setor de serviços com 19 vagas a mais, saldo de 102 admissões e 83 demissões.
A indústria gerou 16 vagas a mais, saldo de 121 admissões e 105 demissões. A construção civil contratou 13 a mais, enquanto a agropecuária empregou seis trabalhadores a mais.
Conforme Só Notícias já informou, em Rondonópolis foram 539 vagas a mais, saldo de 4.121 admissões e 3.582 desligamentos.
Matupá empregou 130 funcionários a mais, saldo de 399 admissões e 269 desligamentos. Peixoto de Azevedo, por sua vez, admitiu 62 trabalhadores a mais, diferença de 268 empregados e 206 demitidos.
Guarantã do Norte registrou 553 vagas abertas e 310 fechadas, resultando em 243 pessoas contratados a mais. Nova Mutum abriu 231 novas vagas, resultado de 1.273 contratados e 1.042 desligamentos.
Sorriso gerou 788 empregos a mais, saldo de 2.837 admissões e 2.049 desligamentos. Lucas do Rio Verde fechou o mês com saldo positivo gerando 460 novos postos de trabalho. Foram 2.062 admissões e 1.602 desligamentos.
Sinop empregou 311 pessoas a mais, resultado de 3.743 admissões e de 3.432 demissões. Mato Grosso também teve saldo positivo, com 8.280 trabalhadores contratados a mais, resultado de 50.966 admissões e 42.686 desligamentos.
Só Notícias/Luan Cordeiro (foto: Só Notícias/arquivo)
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Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.
A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.
Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.
A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.
“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.
Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.
O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.
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