MATO GROSSO
Nos pênaltis, São Paulo bate o Palmeiras e avança para as quartas da Copa do Brasil
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Não faltou emoção na noite desta quinta-feira, no Allianz Parque. Nos pênaltis, o São Paulo bateu o Palmeiras e garantiu a vaga para as quartas de final da Copa do Brasil. Depois do Tricolor vencer por 1 a 0 no jogo de ida, o Verdão fez 2 a 1 na volta, e o duelo foi decidido nas penalidades, quando brilhou a estrela de Jandrei.
Com a vaga garantida, o São Paulo aguarda agora o sorteio da CBF, marcado para a próxima terça-feira, para saber o adversário das quartas de final. Enquanto isso, o foco volta para o Campeonato Brasileiro, pelo qual a equipe enfrenta o Fluminense no domingo, às 16h (de Brasília), no Morumbi.
Eliminado, o Palmeiras volta a campo apenas na segunda-feira, às 20h (de Brasília), quando recebe o Cuiabá no Allianz Parque, também pelo Brasileirão. O Verdão defende a liderança da competição com 30 pontos.
O jogo – Com a necessidade de reverter a derrota do jogo de ida, o Palmeiras começou com tudo, empurrado pela sua torcida. No primeiro ataque, logo aos 20 segundos, o time alviverde já pisou na área e finalizou com Gustavo Scarpa, que chutou para fora.
A primeira grande oportunidade palmeirense veio na bola parada, aos 7 minutos. Scarpa cruzou na primeira trave e, após desvio de Zé Rafael, Murilo cabeceou rente à trave defendida por Jandrei.
A pressão era toda dos mandantes, que abriram o placar pouco depois, aos 9 minutos. Após roubada de bola pelo lado esquerdo da defesa são-paulina, Scarpa acionou Veron, que cruzou rasteiro. Piquerez apareceu livre na segunda trave e finalizou para colocar o Palmeiras em vantagem. Embalado, o Verdão seguiu em cima e anotou o segundo aos 12 minutos, quando Raphael Veiga entrou pelo meio da área e recebeu de Dudu, ampliando o placar.
Acuado, o São Paulo demorou para entrar no jogo e só conseguiu a primeira finalização aos 17 minutos, quando Calleri pegou a sobra após o cruzamento, mas chutou fraco. O Palmeiras voltou a assustar em ataques velozes. Em um deles, aos 26, Dudu encarou Diego Costa pelo lado esquerdo da área e caiu, pedindo pênalti. A arbitragem, contudo, nada marcou.
A resposta do São Paulo veio aos 32 minutos. Depois de boa trama com Igor Gomes, Igor Vinícius avançou pela direita e cruzou rasteiro. Depois de bate-rebate, Calleri ficou com a sobra e bateu cruzado, mas a bola passou mansa ao lado do gol de Weverton. Pouco depois, aos 39, o Palmeiras voltou a assustar. Em mais um contra-ataque, Veron foi acionado por Zé Rafael e finalizou na saída de Jandrei, que fez boa defesa e impediu o terceiro gol palmeirense.
Para tentar buscar a virada, Rogério Ceni modificou o São Paulo no intervalo, colocando Luciano na vaga de Patrick. A segunda etapa começou com menos emoções. O São Paulo ficava mais com a bola, mas encontrava dificuldade para enfrentar o sistema defensivo palmeirense.
Assim, as boas oportunidades demoraram a aparecer. Em contragolpe rápido, o Palmeiras apareceu com perigo aos 15 minutos, quando Veron foi acionado no mano a mano contra Miranda e chutou cruzado, mas Jandrei defendeu, e Gabriel Neves afastou no rebote.
No minuto seguinte, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Dudu, que finalizou, e a bola pegou no braço de Calleri dentro da área. Vuaden nada marcou inicialmente, mas, após checagem no VAR, mudou de decisão e apontou pênalti. Raphael Veiga foi para a cobrança, mas mandou para por cima do gol.
A resposta do São Paulo veio na mesma moeda, logo na sequência. Calleri recebeu em velocidade e foi derrubado dentro da área. Novamente, o árbitro só assinalou o pênalti após checagem no VAR. Luciano foi para a cobrança, aos 24 minutos, e não desperdiçou.
Com tudo igual no placar agregado, a partida ficou aberta no Allianz Parque. Calleri teve boa chance aos 35, mas finalizou para fora. No minuto seguinte, foi a vez de Dudu aparecer pelo lado esquerdo do ataque palmeirense e finalizar cruzado para boa defesa de Jandrei. Nos minutos finais, as duas equipes demonstraram nervosismo e faltaram boas oportunidades de gol. Assim, o confronto foi para os pênaltis.
Nas penalidades, Jandrei pegou as cobranças de Raphael Veiga e Wesley e garantiu a classificação do São Paulo. Calleri, Nikão, Igor Vinícius e Igor Gomes acertaram as cobranças são-paulinas. Do outro lado, Gustavo Scarpa, Gustavo Gómez e Piquerez converteram para o Palmeiras.
Gazeta Esportiva (foto: César Greco/assessoria)
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.