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Taça das Favelas volta a ser realizada e terá etapa nacional
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Após dois anos sem atividades presenciais por causa da pandemia, a Taça das Favelas volta a ocupar os campos de futebol em várias cidades do país. A edição de 2022, que comemora os dez anos do torneio, terá ainda o primeiro campeonato em nível nacional, a Taça das Favelas Brasil, o Favelão 2022.

Esta semana, o campeonato foi lançado no Rio de Janeiro e em São Paulo, em cerimônias que reuniram autoridades; grandes nomes do futebol, como o ex-jogador da Seleção Brasileira Cafu; da cultura, como MC Menor MR, e do Raí BG.
Rio e São Paulo
No Rio de Janeiro, a bola vai rolar no fim de semana dos dias 30 e 31 de julho, no Campo do Realengo, que está sendo reformado e se tornará o Centro Desportivo Taça das Favelas Realengo. As grandes finais estão previstas para o dia 8 de outubro.
A Taça será disputada por 107 seleções de favelas, com 28 femininas e 79 masculinas. As seleções femininas não têm idade limite, enquanto entre os meninos são permitidos jovens de 14 a 17 anos.
Já a Taça das Favelas São Paulo 2022 será disputada entre 128 seleções, 32 femininas e 96 masculinas. Os jogos começam em 30 de julho, na Vila Manchester, e as grandes finais serão no dia 8 de outubro
Etapa Nacional
A etapa nacional, o Favelão, está marcada para os meses de outubro e novembro. O torneio é organizado pela Central Única das Favelas (CUFA) e produzido pela InFavela.
Edição: Nélio Neves de Andrade
Fonte: EBC Geral
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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