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Mauro diz que meta é construir 40 mil casas populares em MT e confirma novo programa para compra materiais

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O governador Mauro Mendes afirmou, hoje, que, se reeleito, priorizará a construção de 40 mil casas populares, nos próximos quatro anos, com o Estado bancando cerca R$ 70 mil para comprar os materiais para cada residência de família de baixa renda a ser atendida pelo programa habitacional e que contempla as que não tem condições de pagar prestações (como ocorre nos demais programas habitacionais).

“Temos tomado muitas providências para ampliar a construção de moradia popular no Estado de Mato Grosso. Assinamos agora, nesse semestre, 3.400 casas populares, com 50 unidades para cada município. 70 municípios de Mato Grosso já apresentaram projetos”, disse. “Esse dinheiro já foi transferido para as prefeituras, que entra com o terreno e com a mão de obra”, disse. “A nossa meta é viabilizar a construção, nos próximos quatro anos, de 40 mil moradias populares e tenho absoluta certeza que é possível fazer”, acrescentou.

Mauro também citou outro programa no qual o Governo do Estado subsidia R$ 15 mil por cada casas, para que a prestação fique mais barata para a população. “A prefeitura entra com o terreno e o restante é financiado.Com esse dinheiro do Governo e o terreno da Prefeitura, nós já temos assinado mais de 6 mil residências”, detalhou, em entrevista na Rádio Centro América.

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Ele também apontou que o Estado continuará apoiando a conclusão de casas populares da Caixa Econômica Federal, cujas obras estão paradas em algumas cidades, assim como fez em Lucas do Rio Verde concluindo obras de um grande conjunto habitacional que foi inaugurado este ano e lembrou os investimentos feitos nas demais cidades.

“Colocamos R$ 13 milhões para ajudar a terminar 1.400 casas em Sinop, que estão paradas há quase 10 anos. Em Barra do Garças, temos um residencial com 1460 casas que está parado há 12 anos. O Governo colocou R$ 11 milhões nessa obra. Também fizemos isso no Nico Baracat em Várzea Grande, em Nova Mutum, em várias cidades nós colocamos dinheiro para ajudar a finalizar essas residências que estavam há muitos e muitos anos paralisadas”, mencionou.

No total, foram retomadas as obras de 4.056 casas populares e outras 3.456 já foram entregues, em parceria com os municípios.

Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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