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Inquérito sobre duplo homicídio e ocultação de cadáver indicia quatro autores dos crimes

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Quatro pessoas envolvidas no assassinato de dois jovens, ocorrido no mês de julho, em Guarantã do Norte, foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio qualificado (motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas) e ocultação e destruição de cadáver. O inquérito foi remetido à Justiça nesta quarta-feira (26.10).

Marcionílio Risello Machado, 28 anos, e Haroldo Júnior Barboza de Souza, 20 anos, desapareceram no dia 24 de julho, após o final da exposição agropecuária da cidade. As vítimas eram amigos e não tinham registros criminais.

Conforme o delegado de Guarantã do Norte, Lucas Lelis, os diversos elementos obtidos apontam a participação dos quatro envolvidos no desaparecimento, execução e ocultação dos corpos das vítimas. A investigação apurou que o grupo coagiu Haroldo Júnior a entrar no veículo VW/Gol prata e, na sequência, embarcou a vítima Marcionílio, em frente à residência dele. Os acusados conduziram ambos para um local ermo, situado às margens da BR-163, sentido ao estado do Pará. Em seguida, obtiveram a autorização de líderes de uma facção para que executassem as vítimas.

Desaparecimento e mortes

No dia 24 de julho, ao fim da última festa da Expotã (Feira Agropecuária de Guarantã do Norte), Haroldo Júnior estava em uma motocicleta quando foi atraído para uma emboscada e coagido a entrar no veículo com os criminosos, que depois buscaram Marcionílio.

Após isso, o veículo, seguido por pessoas que conduziam a motocicleta de Haroldo, foi pela BR-163 até a zona rural de Guarantã do Norte, na localidade conhecida como Linha da Cachoeirinha.

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Em um primeiro ponto da estrada, Marcionílio foi morto a golpes de picareta. A investigação da Delegacia de Guarantã do Norte apurou que dois criminosos retornaram à cidade para comprar soda cáustica, produto que eles usaram para descaracterizar e dificultar a identificação do cadáver da vítima, que estava escondido em um pequeno morro, de difícil acesso, dentro de uma área afastada de uma propriedade rural às margens Linha da Cachoeirinha.

Depois de executar Haroldo, os criminosos jogaram a motocicleta da vítima debaixo de uma ponte da Linha da Cachoeirinha. O veículo foi localizado no final do mesmo dia em que as vítimas desapareceram e, a partir desta evidência, a investigação teve início pela Polícia Civil.

Em outra localidade, conhecida como Linha Santo Antônio, Haroldo foi executado e o corpo enterrado em uma cova rasa. A vítima foi obrigada a consumir excessiva quantidade de substância entorpecente e depois a ingerir soda cáustica, sendo morto, em seguida, a golpes de picareta.

Localização dos corpos
O corpo de Marcionílio Risello foi localizado na manhã do dia 29 de julho. O funcionário de uma fazenda estava a caminho da construção de um curral quando sentiu um forte odor, pensando se tratar de animal morto. Ao entrar na mata para verificar, avistou o corpo já em estado de decomposição.

No local, as equipes da Polícia Civil e a Politec constataram que a vítima trajava bermuda jeans, camiseta escura, uma pulseira dourada, anel com pedra vermelha e aparelho nos dentes. Ele foi identificado preliminarmente, após familiares reconhecerem seus pertences.

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Haroldo Junior Barboza foi localizado no dia seguinte, 30 de julho, em uma cova rasa, próxima a um sítio na Linha Santo Antônio. O corpo apresentava sinais de decomposição e no bolso da roupa estavam seus documentos pessoais. 

Motivação e crueldade
O delegado Lucas Lelis detalha que a investigação apontou que o crime foi motivado pelo fato de Haroldo Júnior estar comercializando drogas sintéticas em Guarantã do Norte sem autorização da organização criminosa. E a outra vítima foi executada por comprar droga de Haroldo.

“Tais circunstâncias configuram a futilidade da motivação dos crimes, além de recurso que dificultou a defesa das vítimas, pois os grupo criminoso estava em superioridade numérica e, ainda, valeram-se disso para coagi-los a entrar no automóvel em que foram levados para serem mortos”, destaca o delegado.

A investigação apurou ainda que o crime foi premeditado, uma vez que os quatro indiciados foram para a exposição, na véspera, com os instrumentos usados para cometer o crime, dentro do carro.

O inquérito apontou também que as informações de que companheira de um dos criminosos seria uma das executoras dos crimes não se confirmaram.

Dos quatro criminosos indiciados, um está preso preventivamente em unidade prisional da região norte. Três ainda estão foragidos.

Fonte: PJC MT

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Operação Prende Suspeitos de Envolvimento em Ataques a Casa e Escritório de Advogado

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A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Contra Impetum para cumprir nove mandados judiciais, nesta quinta-feira (16.1), contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no ataque à casa e escritório de um advogado e a uma empresa da cidade.

Estão em cumprimento seis ordens de prisão e três de buscas e apreensões empregando um efetivo de policiais civis da região, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil.

A operação é uma contrarresposta da Polícia Civil aos ataques ordenados por membros da facção criminosa contra três locais em Lucas do Rio Verde. Os mandados foram deferidos pelo juízo da 5a Vara Criminal de Sinop, de combate ao crime organizado.

O primeiro ataque ocorreu no dia 1° de novembro contra a sede de uma empresa agrícola. O segundo foi registrado na noite de dois de novembro, contra o escritório do advogado. No dia seguinte, a residência do profissional foi também alvo de disparos de arma de fogo.

Investigação

Com o início das diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde apurou que na data anterior aos ataques ao escritório e casa do advogado, a sede de uma empresa agrícola na cidade também foi alvo de disparos de arma de fogo.

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As investigações apontaram que os ataques foram ordenados por dois integrantes de uma facção, identificados no inquérito policial, e executados por cinco outros criminosos ligados ao grupo. Um dos líderes da facção chegou a enviar mensagens ao advogado dizendo que o profissional teria que ‘devolver’ um veículo, recebido como pagamento de honorários. O empresário também recebeu ameaças por mensagens.

As diligências identificaram os autores dos ataques, sendo um deles preso no decorrer da investigação. Conforme a apuração, os executores afirmaram que o ataque ao escritório era ‘pra dar um susto no advogado’, pois o profissional estaria, supostamente, dando golpe em clientes. A Polícia Civil também identificou a outra dupla que fez os disparos que atingiram a casa do advogado.

Em relação ao ataque à empresa agrícola, a investigação apurou que os disparos foram ordenados por duas pessoas contra quem o empresário havia ajuizado uma ação sobre a disputa de um imóvel em Lucas do Rio Verde. Após a vítima entrar com a ação, passou a receber ameaças.

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Reaver veículo e desistência de ação

De acordo com a apuração, o advogado atuou na defesa de duas pessoas presas em flagrante em outra ocorrência. Como pagamento pelos honorários, ele havia recebido um veículo.

Contudo, o cliente tentou reaver o veículo, mesmo sem pagar os honorários combinados. Em uma das oportunidades, o cliente teria saído do escritório do advogado afirmando que resolveria a situação de uma forma ou de outra.

As informações reunidas na investigação indicaram que o cliente defendido pelo advogado fez contato com os criminosos que lideram a facção em Lucas do Rio Verde e pediu que empregassem alguma ação para fazer o advogado devolver o veículo usando, para tal fim, qualquer meio violento.

Além disso, o mesmo investigado também pediu aos criminosos que empregassem uso de violência contra o empresário para forçá-lo a desistir da ação judicial em andamento. Diante dos pedidos criminosos, os líderes da facção recrutaram os cinco suspeitos identificados na investigação para fazer os disparos contra os três locais.

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