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OAB celebra 90 anos do voto feminino com ações em prol das advogadas

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O reconhecimento do voto feminino no Brasil, por meio do Decreto 21.076/1932, completou 90 anos em 2022. Trata-se de um direito conquistado pela luta das mulheres do início do século 20, no contexto dos movimentos sufragistas pelo mundo – especialmente na Europa e nos EUA, que deram força à causa no fim do século 19. 

“Embora a gente reconheça esse avanço do voto feminino no país, o caminho da mulher na política brasileira nunca foi fácil. Somos quase 52% do eleitorado e ainda elegemos mais homens que mulheres nos Poderes Executivo e Legislativo”, afirma Cristiane Damasceno, presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada.

A presidente da CNMA lembra que, em 2015, com a Lei 13.165, foi garantida a promoção da participação política das mulheres. Apesar disso, a representatividade feminina está aquém do esperado. “Precisamos entender o nosso poder de voto e fazer com que esse empoderamento se reflita em representatividade efetiva na política brasileira”.

Como presidente da comissão, Cristiane está à frente de iniciativas como a campanha Advocacia sem Assédio e na luta pelas prerrogativas das mulheres advogadas. “Esses projetos têm como objetivo superar os obstáculos que as mulheres enfrentam na área jurídica, em especial na advocacia”.

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Neste ano, por exemplo, entre outros, foram registrados casos em Registro (SP), quando a procuradora Gabriela Samadello foi espancada por um colega de trabalho, e em Pinheiro (MA), quando a advogada Betty Maria Matos Aroucha foi agredida por um policial. Os casos foram acompanhados pela presidente da CNMA, que esteve presente e atuante, tanto no apoio às profissionais, como participando de atos de desagravo.

Histórico

Algumas figuras foram marcantes nesta trajetória por mais direitos da mulheres pelo mundo. Entre as pioneiras na luta por igualdade de direitos e emancipação feminina estão a escritora inglesa Mary Woollstonecraft, a líder quilombola Tereza de Benguela a a dramaturga Olympe de Gouges. 

No Brasil, a bióloga brasileira Bertha Lutz (1894-1976) é a figura de maior destaque. Filha do cientista Adolfo Lutz, ela se engajou no movimento sufragista no Brasil, criando a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher e, mais tarde, a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Em 1922, Bertha representou brasileiras na Assembleia-Geral da Liga das Mulhers Eleitoras, nos EUA. Nos anos 1940, a cientista participou da Conferência das Nações Unidas e lutou para incluir menções sobre igualdade de gênero na Carta das Nações.

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Antes do movimento de Bertha e de outras mulheres, houve a promulgação da Lei Estadual 660, de 1922, do Rio Grande do Norte, que permitia o alistamento de mulheres para votar. A professora Celina Guimarães, de Mossoró (RN), foi a primeira mulher a se alistar para votar na América Latina. Com o Decreto de 1932, no Governo de Getulio Vargas, a mulher maior de 21 anos poderia votar – desde que estivesse alfabetizada, o que excluía uma parcela grande da população da época.

Hoje, de acordo com a Constituição Federal, o voto é direito assegurado a todo cidadão brasileiro, alfabetizado ou não. A Arábia Saudita permitiu o voto feminino apenas em 2015, a Suíça, em 1971. Na Nova Zelândia as mulheres podem votar desde 1893.

Procuradora-geral de Registro destaca apoio da OAB em Ato de Solidariedade

Fonte: OAB Nacional

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Aulão jurídico on‑line une defesa criminal e solidariedade em apoio ao Abrigo João de Deus

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O advogado criminalista e professor Lucas Sá Souza promove no dia 22 de dezembro um aulão solidário on‑line sobre Habeas Corpus e Defesa nos Tribunais, com toda a arrecadação destinada ao Abrigo João de Deus. A iniciativa busca combinar capacitação jurídica com ação social, abrindo espaço para participação de profissionais de todo o país.

Pela primeira vez ministrado exclusivamente em formato virtual, o evento permite que advogados e estudantes de diferentes regiões acompanhem as palestras sem deslocamento. O modelo também visa ampliar o alcance da arrecadação, mantendo o objetivo de impactar diretamente a comunidade acolhida pelo abrigo.

“Além de ser a especialidade do nosso escritório, Sá Souza Advogados, é um assunto importantíssimo para a advocacia criminal, que sempre está em defesa da liberdade nos Tribunais. Pela primeira vez será realizado exclusivamente na modalidade on‑line, pois foi um pedido expresso de muitos colegas advogados de outros lugares do Pará e do Brasil, que sempre querem participar, mas terminavam impossibilitados”, afirma Lucas Sá Souza.

O histórico da mobilização mostra o compromisso do escritório com a causa social: desde 2022, o apoio ao Abrigo João de Deus se mantém ativo. Em 2025 um evento anterior resultou na doação de mais de uma tonelada de alimentos não perecíveis ao abrigo. A expectativa agora é ampliar esse resultado e reforçar o impacto da ação beneficente.

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“Realizamos este apoio ao abrigo desde 2022, pois entendemos que isso integra a missão social do escritório e também é uma forma de retribuirmos o tanto que recebemos da sociedade. Quanto à expectativa de público e de arrecadação, estou curioso, pois no último que fizemos, arrecadamos mais de uma tonelada de alimentos para o abrigo”, ressalta o advogado.

Inscrições e participação

Interessados devem enviar um e-mail para sasouzaadvogados@gmail.com , manifestando interesse. A equipe do escritório Sá Souza Advogados enviará as instruções para contribuição via pagamento de R$ 50 ou doação de 10 kg de alimentos não perecíveis.

Serviço

Data: segunda‑feira, 22 de dezembro

Tema: Habeas Corpus e Defesa nos Tribunais

Formato: 100% on‑line

Investimento: R$ 50 ou 10 kg de alimentos não perecíveis

Inscrições: enviar e-mail para sasouzaadvogados@gmail.com

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