MATO GROSSO
Seplag capacita servidores da Assembleia Legislativa para uso do sistema de gestão de documentos do Estado
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) promoveu nesta terça-feira (29.11), na sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, um treinamento para o uso do Sistema Estadual de Produção e Gestão de Documentos Digitais (Sigadoc). A capacitação teve como público-alvo servidores dos 24 gabinetes dos deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O treinamento capacitou, ao todo, 45 servidores para o uso do Sigadoc, visando esclarecer o funcionamento do processo de envio de emenda parlamentar para o Poder Executivo para que os erros nos processos sejam minimizados.
“A oficina visavou qualificar esses servidores para que façam a solicitação de pagamento para as secretarias corretas, utilizando o Sigadoc, e seguindo os parâmetros para que o processo seja concluído de maneira correta, agilizando o procedimento, fazendo tudo através do meio eletrônico”, explica a superintendente do Arquivo Público, Vanda da Silva.
A consultora parlamentar da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Janaina Polla Reinheimer, destacou que o curso é focado na visão dos orçamentos e finanças do Estado de Mato Grosso, para que os assessores tenham autonomia para execução das emendas parlamentar junto ao Poder Executivo.
“As emendas são garantias constitucionais, mas que dependem da ação das assessorias parlamentares para o encaminhamento de bons projetos e para o local correto de alocar recursos para o destino adequado, conforme orientação do deputado”, explicou Janaina Polla.
Atualmente o Sigadoc é usado para envio e recebimento de documentos por 128 prefeituras e 10 câmaras municipais em todo o Estado, além do Tribunal de Contas do Estado, Defensoria Pública e Ministério Público Estadual. O sistema é uma ferramenta de gestão documental adotado pelo Estado para a produção e gestão de documentos nato-digitais, que proporciona maior agilidade, transparência, economicidade, sustentabilidade ambiental, primando pela segurança, integridade e acesso à informação.
Capacitação de prefeituras
No dia 18 de novembro, a Seplag, em parceria com Associação Mato-grossense dos Municípios, também promoveu uma capacitação para o uso do Sigadoc para os chefes de gabinetes, secretários municipais de governo, de administração, planejamento e de finanças, gestores de contratos e convênios e de protocolos.
A capacitação visava esclarecer as dúvidas a respeito do sistema para que as prefeituras possam enviar os processos virtualmente, agilizando o trabalho e diminuindo custos com deslocamento
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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