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Corrida De Cara Limpa Contra as Drogas reúne mais de 900 atletas na Capital

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Após dois anos suspensa em razão da pandemia, a 10ª Edição da Corrida de Cara Limpa Contra as Drogas voltou com força total, agitando mais de 900 atletas que acordaram cedo na manhã deste domingo (04.12), com objetivo de completar o percurso de oito quilômetros estipulados pela competição este ano.

A largada mista ocorreu às 7 horas, em frente ao Setor de Vistoria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), na capital.  Neste ano, com um percurso um pouco mais longo e um pouco mais difícil, os atletas passaram pelos Parque das Águas e TRT, seguindo pela Assembleia Legislativa, Palácio Paiaguás, Praça das Bandeiras, OAB, finalizando com a chegada, novamente, no pátio de vistoria do Detran.

Todos os competidores receberam medalhas e os primeiros colocados de cada categoria levaram troféu e premiação em dinheiro. A colocação dos participantes e tempo de corrida podem ser conferidos no site da Morro, clicando aqui.

O delegado-geral adjunto, Gianmarco Paccola Capoani, disse que o retorno da Corrida De Cara Limpa Contra as Drogas marca um momento de muita alegria para a Polícia Civil e para toda a sociedade da baixada cuiabana.

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“A Corrida De Cara Limpa Contra as Drogas já se tornou uma tradição que tem um objetivo muito nobre que é conscientizar a população ao combate às drogas, esse câncer social gigante, que precisa do empenho de todos para ser vencido”, disse.

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Jefferon Dias, frisou a importância não só da repressão ao tráfico de drogas, mas também do trabalho social voltado à prevenção.

“É nesse momento que entra a filosofia de Polícia Comunitária, trazendo a sociedade mais próxima da Polícia em ações realizadas em todo estado de Mato Grosso. É um grande time formado por policiais e parceiros, envolvidos em palestras, atividades escolares e outras ações preventivas, com a preocupação de vencer esse mal que é o tráfico de drogas”, disse o delegado.

Presença confirmada no evento todos os anos, Claiton Souza Cavalcante disse que faz questão de participar da corrida, que, além de incentivar a saúde e o esporte, também tem ajudado a sociedade com a arrecadação de alimentos.

“Essa é a 10ª edição e eu acredito que já participei pelo menos outras sete vezes. Independente de ter que acordar cedo no domingo, esse tipo de evento revigora a gente trazendo saúde e muita alegria”, destacou.

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Dona Maria do Carmo Ferreira, de 84 anos, é outra presença ilustre da Corrida De Cara Limpa Contra as Drogas, que todos os anos faz questão de participar do evento.

“Comecei a correr com 10 anos de idade, porque era uma criança que tinha pressão alta. Com a corrida, meus problemas de pressão acabaram e deixei de ser uma menina triste para ser uma criança feliz e nunca mais parei”, contou.

A competição é organizada pela Polícia Comunitária, da Polícia Civil, e tem supervisão da Federação de Atletismo de Mato Grosso. O evento contou com patrocínio da Aprosoja-MT e Terra Securitizadora de Créditos, e apoio da Assembleia Legislativa, Água Puríssima, Prefeitura de Cuiabá, Terra Securitizadora de Créditos, FAMT, Nordeste Emergências, Sindmat, Concremax, Guaporé Casa de Carnes, Chiroli, Grupo Gazeta, Suco Prats, Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Corpo de Bombeiros, Unimed, sindicatos dos Delegados (Sindepo/Amdepol) e vários outros parceiros.

Fonte: GOV MT

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Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

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“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

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Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

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